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Bolsas da Europa fecham em queda com salto do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio

Publicado 09/03/2026 • 15:35 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Analistas da Bernstein projetam que um barril a US$ 130 adicionaria 0,9% à inflação da Zona do Euro, pressionando o BCE a manter os juros elevados apesar da desaceleração econômica (estagflação).
  • A divergência entre o setor aéreo (em queda de até 3%) e as petroleiras (Shell subindo 2,2%) reflete a transferência de rentabilidade das empresas dependentes de energia para as produtoras da commodity em tempos de guerra.
  • O pessimismo europeu foi intensificado pelo colapso de 11,1% nas encomendas industriais da Alemanha, sinalizando que a maior economia do bloco já enfrenta uma recessão técnica antes mesmo do pico do choque energético.
Bolsas da Europa.

Pixabay

Bolsas da Europa fecham em queda

As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira (9), ainda pressionadas pelo forte salto dos preços do petróleo em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

O movimento de aversão ao risco dominou os mercados desde o início do pregão, mas as perdas foram parcialmente reduzidas ao longo do dia à medida que o petróleo devolveu parte dos ganhos mais intensos observados na madrugada, o que ajudou a aliviar temores imediatos de estagflação.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,34%, a 10.249,52 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,83%, a 23.394,38 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,98%, a 7.915,36 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,29%, a 44.024,96 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,79%, a 16.939,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,78%, a 8.875,96 pontos. As cotações são preliminares.

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A disparada da energia elevou preocupações com inflação e crescimento. Para a Bernstein, os preços mais altos do petróleo podem elevar a inflação em até 0,9 ponto porcentual em 2026 caso o barril chegue a US$ 130 (cerca de R$ 676, na cotação atual), cenário que poderia levar o Banco Central Europeu (BCE) a endurecer a política monetária.

Já o Danske Bank avaliou que o choque atual é principalmente de oferta. Dados fracos da Alemanha também pesaram, com as encomendas à indústria desabando 11,1% entre dezembro e janeiro.

O setor aéreo esteve entre os mais pressionados pelo salto do combustível: Air France-KLM, Wizz Air e Ryanair recuaram cerca de 3%, 2% e 2%, respectivamente. Já as petroleiras ajudaram a limitar as perdas em Londres, com ganhos de cerca de 0,6% da BP e perto de 2,2% da Shell. Na França, a TotalEnergies subiu 1%, na Espanha a Repsol teve alta de 0,58% e, na Itália, a Eni avançou 1,97%.

Entre destaques negativos individuais, a Roche recuou pouco mais de 3% após seu medicamento experimental contra câncer de mama não atingir o objetivo principal em um estudo clínico de fase avançada.

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