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Ibovespa enfrenta recuo 0,40%, mas se mantém firme patamar dos 190 mil pontos

Publicado 24/04/2026 • 19:45 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O mercado brasileiro encerrou a semana em queda de 0,40%, mas conseguiu sustentar o patamar dos 190.610 pontos, refletindo um movimento global de realocação de capital para o setor tecnológico, disse Artur Horta.
  • Ele explicou que o fluxo de saída de bolsas emergentes em direção aos mercados desenvolvidos justifica o desempenho recente.
  • Apesar da baixa no Ibovespa, o dólar manteve uma dinâmica comportada, o que o especialista atribui ao cenário político norte-americano.

O mercado brasileiro encerrou a semana em queda de 0,40%, mas conseguiu sustentar o patamar dos 190.610 pontos, refletindo um movimento global de realocação de capital para o setor tecnológico, disse Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele explicou que o fluxo de saída de bolsas emergentes em direção aos mercados desenvolvidos justifica o desempenho recente: “O capital está saindo de bolsas que tiveram muito fluxo no começo do ano e indo para mercados que não tiveram um desempenho tão bom, especialmente empresas de tecnologia e inteligência artificial que estavam defasadas. Vimos empresas como a Intel subirem quase 80% no mês, capturando essa rotação de ativos”.

Apesar da baixa no Ibovespa, o dólar manteve uma dinâmica comportada, o que o especialista atribui ao cenário político norte-americano: “O dólar vem perdendo valor contra moedas fortes e ativos como o ouro. Desde que o presidente Donald Trump assumiu, a moeda tem caído, especialmente após o pico de tensão das tarifas. Não vemos uma fuga que denote uma crise de imagem do Brasil, mas sim uma dinâmica global onde o dólar perde espaço para outros ativos de proteção”.

No cenário corporativo, a Usiminas foi o grande destaque positivo com alta superior a 5,5% após a divulgação de seus resultados trimestrais: “A empresa reportou uma alta forte no lucro operacional devido aos maiores preços do aço e à suavização de custos no primeiro trimestre. Isso expandiu as margens e a geração de caixa, trazendo uma perspectiva de reaceleração nas vendas de minério de ferro que deve reascender o ânimo dos investidores para todo o setor de siderurgia”.

No mercado de criptoativos, o Bitcoin se aproximou dos US$ 80.000 (R$ 402,4 mil), acompanhando a melhora no apetite por risco global: “O Bitcoin é muito correlacionado ao desempenho da Nasdaq e das ações de tecnologia. Embora seja um mercado de volatilidade extrema, onde quedas de 80% podem ocorrer, estatisticamente ele sempre retoma a tendência de alta e faz novas máximas históricas após essas janelas de pessimismo”.

Para a próxima semana, as atenções se voltam para o cenário geopolítico e a política monetária doméstica: “Temos negociações importantes entre Estados Unidos e Irã que podem impulsionar ativos de risco. Além disso, o Copom deve cortar a Selic em 25 pontos base para 14,5%. A sinalização do Banco Central será fundamental para entendermos se o ciclo de cortes será interrompido pela inflação ou pelo cenário de endividamento das empresas”.

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