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IPO reverso ganha força por custo menor e seca de ofertas tradicionais, diz economista

Publicado 24/04/2026 • 22:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • César Bergo afirma que custo e tempo tornaram o IPO reverso uma alternativa para empresas chegarem à bolsa.
  • Segundo ele, falta de prospecto detalhado pode ampliar a assimetria de informação para o investidor minoritário.
  • Economista defende mais atuação da CVM e da B3 para tornar o processo mais seguro e transparente.

O custo elevado e a demora de um IPO tradicional ajudam a explicar por que o IPO reverso ganhou espaço como alternativa de listagem na bolsa brasileira. É o que afirma César Bergo, economista e professor de mercado financeiro da Universidade de Brasília (UnB).

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Bergo disse que a modalidade se tornou mais atrativa em um momento de seca de ofertas públicas iniciais na bolsa, que já dura quatro anos.

“Um IPO tradicional exige due diligence e encontros com investidores, o que demora e custa caro”, afirmou. “Algumas empresas optam por comprar o controle de outras já existentes e modificar as siglas de negociação, saindo mais barato e rápido, embora ainda requeira muita regulação.”

Leia também: Manobra de IPO reverso revela falha na B3 e deixa investidor sem proteção

No IPO reverso, uma empresa de capital fechado adquire o controle de uma companhia já listada. Com isso, pode mudar nome, ticker e objeto social, acessando o mercado sem passar por todas as etapas de uma oferta pública inicial.

Para Bergo, o principal risco está na assimetria de informação. Sem um prospecto detalhado e sem o mesmo processo de apresentação a investidores, fica mais difícil avaliar a situação financeira, os passivos e os riscos da empresa que chega à bolsa por esse caminho.

“Gera assimetria porque o IPO leva tempo e tem instituições intervenientes que garantem a segurança”, disse. “No IPO reverso, é muito difícil analisar a situação financeira e os passivos, pois falta informação detalhada.”

O economista afirmou que CVM e B3 precisam acompanhar de perto esse tipo de operação para reduzir riscos ao investidor e dar mais transparência ao mercado.

Segundo ele, a atenção deve ser maior quando não há sinergia clara entre os negócios envolvidos. Bergo citou operações em que empresas de setores muito diferentes se combinam, o que pode levantar dúvidas sobre a finalidade da transação.

“Vimos casos de empresas de tecnologia comprando empresas de alimentos, o que é muito estranho”, afirmou.

Bergo também alertou para o risco de uso indevido do mecanismo em companhias com baixa liquidez que passam a registrar movimentação repentina após a entrada de novos controladores.

“O investidor deve verificar a procedência e a origem da empresa listada, enquanto os órgãos reguladores precisam estar atentos à utilização espúria desse tipo de negócio”, disse.

Leia também: IPO reverso fragiliza confiança no mercado de capitais, diz especialista

Para o professor da UnB, o avanço do IPO reverso também expõe a necessidade de tornar o processo tradicional de abertura de capital mais eficiente. Segundo ele, a emissão de ações continua sendo uma forma relevante de financiar crescimento, mas a burocracia e o risco comercial afastam empresas da bolsa.

“Lançar ações é um recurso barato para investir e crescer, mas as dificuldades burocráticas e o risco comercial, onde a empresa banca o custo inicial sem garantia de venda, desestimulam o mercado”, afirmou.

Na avaliação de Bergo, o IPO tradicional precisa ser desburocratizado para voltar a ser o principal caminho de acesso ao mercado de capitais.

“O IPO é um veículo importante, mas precisa ser desburocratizado para voltar a ser a opção principal de acesso ao mercado bursátil”, disse.

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