Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Fitch mantém projeção de crescimento de 1,9% para o PIB do Brasil
Publicado 12/03/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 horas
BREAKING NEWS:
Mais três navios são atingidos no Golfo Pérsico enquanto o Irã alerta para petróleo a US$ 200
Plano de liberação recorde de petróleo indica que guerra no Oriente Médio pode durar meses
Boom e queda das ações de empresas de memória chegam ao fim com avanço da IA
Trump diz que vai usar Reserva Estratégica de petróleo para reduzir custos de energia na guerra contra o Irã
Ford lança nova IA para impulsionar Pro, um negócio comercial bilionário
Publicado 12/03/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
A Fitch Ratings manteve a estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) real do Brasil deve crescer 1,9% em 2026, moderando em relação aos 2,3% em 2025 e 3,4% em 2024, devido ao efeito defasado da política monetária restritiva, que deve continuar afetando consumo e investimento. Contudo, como contraponto, a reforma do imposto de renda (IR) aprovada em 2025 deve ajudar o consumo, pois reduz impostos para famílias de baixa renda com maior propensão a consumir.
A redução nas tarifas dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras, após decisão da Suprema Corte, também deve proporcionar alívio à economia, embora o Brasil continue sendo considerado uma economia relativamente fechada.
Para 2027, a estimativa é de crescimento de 1,8%, refletindo impulso fiscal e parafiscal mais baixo no período.
Já para a inflação, a estimativa é de moderação para 4% até o final de 2026 e 3,8% até o final de 2027, ainda acima da meta de 3% do Banco Central, segundo relatório de perspectiva econômica global da Fitch, divulgado nesta quarta-feira (11).
Leia também: Focus: mercado mantém estimativas para inflação e PIB, mas eleva Selic
Em 2025, a inflação caiu para 4,3%, após atingir pico de 5,5% em abril de 2025, em meio à política monetária restritiva prolongada e à desaceleração da economia, embora a inflação de serviços permaneça elevada, refletindo a rigidez do mercado de trabalho.
A Fitch também espera que o Banco Central (BC) comece um ciclo de afrouxamento monetário já na reunião deste mês, diante de inflação mais baixa e expectativas inflacionárias melhores. Ainda assim, a agência avalia que a autoridade monetária deve agir com cautela, devido à rigidez do mercado de trabalho, riscos geopolíticos e incertezas domésticas antes das eleições presidenciais.
A agência de classificação de risco projeta que a taxa Selic deve cair de 15% ao ano para 12% até o fim de 2026, com novos cortes em 2027, levando o juro básico para 10,50%.
Leia também: Henrique Meirelles: “Juros foram mais decisivos que o tarifaço para a desaceleração do PIB”
Após apreciação do real em 2025, favorecida pela fraqueza do dólar norte-americano e pelo alto diferencial de juros em relação aos Fed funds, a Fitch avalia que a moeda brasileira deve perder força gradualmente, encerrando 2026 em R$ 5,50 por dólar.
A análise destaca incertezas relacionadas às eleições de outubro, especialmente em relação à questão fiscal, além de observar que uma política monetária mais frouxa tende a reduzir o suporte ao real.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Cidadania italiana vai a julgamento hoje: o que muda para 70 milhões de descendentes no Brasil
2
Wetzel protocola plano de recuperação extrajudicial após acordo com credores
3
Oncoclínicas negocia período de ‘stand still’ com credores após mudança de CEO
4
IPCA mais fraco em fevereiro faz inflação de doze meses recuar para 3,81% e ficar mais perto da meta
5
Raízen: quem ganha e quem perde com a crise da companhia?