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Por que a guerra entre EUA, Israel e Irã pode agravar ainda mais a crise em Gaza
Publicado 15/03/2026 • 14:50 | Atualizado há 11 minutos
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Publicado 15/03/2026 • 14:50 | Atualizado há 11 minutos
KEY POINTS
Foto: Reuters
Conflito: guerra agrava a crise em Gaza
A guerra recente no Oriente Médio, que tem como principais envolvidos os Estados Unidos, Irã e Israel, segue se expandindo para outros territórios. O conflito entre os países iniciou no final de fevereiro deste ano e, até o momento, não existem tratativas para o cessar-fogo.
Como destaque dos conflitos até agora, um dos bombardeios americanos matou o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, o que resultaria mais tarde no bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o envio de petróleo.
No entanto, apesar da guerra declarada entre os países envolvidos, o conflito no Oriente Médio não se restringe apenas a Israel e Irã. Entre os locais diretamente afetados está a Faixa de Gaza, território marcado por frequentes confrontos na região, e costuma sofrer impactos diretos das tensões e operações militares no entorno.
Leia também: Trump pressiona Netanyahu por avanço no plano americano para a Faixa de Gaza
De acordo com informações do Al Jazeera, um dos impactos imediatos da guerra regional foi o fechamento das fronteiras que permitem a entrada de ajuda em Gaza.
No primeiro dia do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, autoridades israelenses fecharam os principais cruzamentos com o território palestino, interrompendo a entrada de caminhões com alimentos, medicamentos e outros itens essenciais para a população local.
Além disso, a restrição também afetou o transporte de pacientes que necessitam de tratamento médico fora da Faixa de Gaza. Mais tarde, Israel permitiu a reabertura parcial da passagem de Karem Abu Salem, conhecida em Israel como Kerem Shalom, para a entrada gradual de ajuda.
No entanto, organizações humanitárias afirmam que os volumes permitidos ainda são insuficientes para atender às necessidades da população.
Ramy Abdu, chefe do Observatório de Direitos Humanos Euro-Mediterrâneo, disse à Al Jazeera que a situação envolvendo Irã e Israel permitiu que a situação em Gaza piorasse.
“A guerra com o Irã deu a Israel mais espaço para intensificar seus crimes em Gaza, enquanto a situação humanitária se deteriorou rapidamente devido às severas restrições nas passagens de fronteira.”
Vale lembrar que, antes dos conflitos atuais, a Faixa de Gaza sofreu bombardeios diários durante a guerra entre Israel e Hamas, que devastou completamente a região. Na época, o local também estava bloqueado para ajudas humanitárias, o que intensificou a situação do local.
A crise também tem impacto direto no custo de vida dentro da Faixa de Gaza. Com as restrições de entrada de mercadorias e a interrupção de rotas logísticas, os preços de alimentos e produtos básicos aumentaram consideravelmente, agravando a insegurança alimentar entre os moradores do território.
Um porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirmou que o preço de alguns itens essenciais, como alimentos e produtos de limpeza, disparou nos últimos dias, com aumentos que, em certos casos, variam entre 200% e 300%.
Leia também: Exército de Israel amplia área de evacuação para moradores no sul do Líbano
A continuação da guerra e o agravamento dos conflitos devem continuar pressionando a vida na Faixa de Gaza. A situação humanitária continua a se deteriorar, já que a população enfrenta falta de alimentos, dificuldades no acesso a serviços médicos e limitações no fluxo de ajuda internacional.
Apesar dos esforços de ONGs internacionais e da pressão de alguns países para o cessar-fogo, as movimentações da guerra dão indícios de que os bombardeios devem continuar. Como citado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Israel segue atacando instalações nucleares iranianas.
Este seria o motivo principal que deu início aos conflitos no Oriente Médio. O presidente americano Donald Trump defende que o Irã não possa produzir armas de destruição em massa. Na visão do republicano, o armamento nuclear coloca os Estados Unidos e seus aliados diretamente na mira do Irã. Já os iranianos defendem a liberdade de reforçar o seu armamento contra as ameaças de países externos.
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