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Estados Unidos e Irã: como o bombardeio pode afetar o Brasil?
Publicado 28/02/2026 • 10:24 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 28/02/2026 • 10:24 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
As tensões envolvendo Estados Unidos e Irã escalaram para um patamar esperado. Na manhã deste sábado (28), os EUA, em ataque coordenado com Israel, bombardearam Teerã, capital iraniana, e outras cinco cidades ao menos. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel, além de bombardear bases americanas no Oriente Médio.
Os ataques acontecem em meio a exigências de Donald Trump contra a produção iraniana de armas nucleares. Os dois países chegaram a se reunir na última semana em Genebra para realizar um possível acordo. Porém, tanto o país americano quanto o Irã não pareciam dispostos a reverter as decisões.
Leia também: Retaliação: após ação militar de Israel e EUA, Irã ataca países do Golfo
No lado dos americanos, os Estados Unidos exigem que o Irã assine um novo acordo se comprometendo a não fabricar armas de destruição em massa. Na visão de Donald Trump, armas nucleares nas mãos do Irã significariam um perigo direto aos EUA e seus aliados.
Já do lado iraniano, o país do Oriente Médio entende que possui os mesmos direitos que os dos EUA para produzir armas nucleares e aumentar seu arsenal. Vale lembrar que, em 2025, os Estados Unidos já haviam atacado uma possível base de produção nuclear iraniana.
Segundo informações publicadas pela Agência Brasil em 2025, o primeiro ataque dos EUA, um dos possíveis efeitos mais diretos da escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, está na distribuição global do petróleo, especialmente se houver interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz.
A rota estratégica é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado por navio no mundo, incluindo fornecimentos importantes para a Ásia e a Europa. O fechamento dessa rota afetaria diretamente os valores do petróleo no Brasil.
Além do petróleo, outro produto que pode impactar diretamente o mercado brasileiro, é a alta nos preços dos fertilizantes. Conforme as informações noticiadas anteriormente pela Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o Irã é um produtor relevante de insumos químicos e está inserido em uma região estratégica para o comércio global do produto, inclusive para o Brasil.
O Brasil é uma grande potência na produção agrícola, e qualquer interrupção logística ou ampliação de sanções pode afetar a oferta mundial desses produtos. O aumento do produto impacta diretamente no valor final para os consumidores, já que, em caso de menor produção, a procura pelo produto aumenta.
Um dos principais produtos de grande consumo dos brasileiros, o valor do pão pode sofrer diretamente o impacto dos conflitos. Sem os fertilizantes ou com o volume reduzido, as matérias-primas usadas no pão podem inflacionar consideravelmente.
Nas relações políticas, embora o Brasil não seja um ator direto no conflito entre Irã e Estados Unidos, o posicionamento diplomático pode trazer efeitos colaterais. O Itamaraty, principal órgão responsável pelas relações internacionais, ainda não se manifestou oficialmente sobre os conflitos.
Porém, em 2025, o governo brasileiro se manifestou repudiando o ataque americano e reforçando o apoio ao uso exclusivo da energia nuclear para fins pacíficos. É esperado que o governo brasileiro comente sobre os ataques ocorridos na manhã deste sábado.
Leia também: EUA e Israel realizam ataque conjunto contra o Irã neste sábado
Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, tendem a se intensificar nas próximas horas. Isso porque, o país israelita historicamente possui conflitos com o Irã. No caso dos Estados Unidos, a ajuda de um aliado que também possui um grande arsenal, pode facilitar e auxiliar na conquista do objetivo principal.
Até o momento, não se sabe quantas pessoas morreram no ataque e se entre elas estão figuras iranianas influentes, ou soldados dos Estados Unidos e Israel. Em comunicado oficial na rede oficial do republicano, Truth Social, o presidente americano reafirmou que os ataques ao Irã buscam garantir a paz e a segurança dos americanos, e ainda declarou que, por parte dele, o Irã nunca terá armas nucleares.
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