Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Agronegócio: por que o crédito ficou mais difícil para o setor
Publicado 19/03/2026 • 11:10 | Atualizado há 3 horas
Tóquio nega virada na política sobre Taiwan após alerta de inteligência americana
Receita da Alibaba fica abaixo das estimativas, com queda de 66% no lucro líquido
Ouro e prata entram em queda com temores de inflação pressionando mercados globais
Petróleo Brent atinge US$ 119 e preços do gás na Europa disparam após ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã
Trump suspende lei marítima por 60 dias para conter volatilidade no petróleo
Publicado 19/03/2026 • 11:10 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: reprodução Freepik
Por que bancos estão mais seletivos com o agronegócio
O agronegócio brasileiro entra em 2026 com mais pressão financeira, o movimento ocorre após uma sequência de quebras recentes, com destaque para casos como Amiu e Terra Santa.
Nesse caso, bancos passaram a rever exposição e endurecer critérios de crédito, o que elevou o número de empresas em recuperação judicial no campo.
Os números mostram a dimensão do problema, o setor reúne hoje cerca de 12,6 empresas em recuperação judicial a cada mil, o equivalente a 1,26%. Esse índice é 6 vezes maior que a média nacional, estimada em 2,04 por mil empresas.
Leia também: Brasil movimentou valor bilionário em comércio com Irã em 2025; agronegócio é responsável por quase 90%
Além disso, a inadimplência rural alcançou 8,3%, esse avanço reflete um período prolongado de margens apertadas e custos elevados. Como resultado, muitos produtores e empresas passaram a enfrentar dificuldade para honrar compromissos.
Casos recentes reforçaram a cautela do sistema financeiro, as recuperações envolvendo Amiu e Terra Santa acenderam um alerta no mercado. Isso porque essas situações mostraram como choques prolongados podem comprometer toda a cadeia produtiva.
Com isso, bancos passaram a reavaliar riscos com mais rigor. Na prática, isso significa revisão de garantias e redução da exposição ao setor, e esse movimento ocorre, sobretudo, após perdas relevantes em operações anteriores.
Leia também: Agro brasileiro enfrenta alta nas recuperações judiciais; número já é 6 vezes maior que a média nacional
Diante disso, o crédito tradicional ficou mais restrito, instituições financeiras passaram a exigir mais garantias e a selecionar melhor os clientes.
Ao mesmo tempo, reduziram a disposição para financiar operações consideradas mais arriscadas.
Essa mudança ocorre porque o ciclo do agronegócio não para, mesmo em crise, a produção continua e os custos seguem. No entanto, o fluxo de crédito não acompanha esse ritmo. Como consequência, empresas enfrentam dificuldades para manter a operação.
Outro fator que pesa é o modelo de crescimento adotado por parte do setor, a expansão via arrendamentos agrícolas ampliou compromissos fixos de caixa, e em momentos de estresse, isso eleva o risco financeiro.
Leia também: Crise nas empresas? Brasil registra recorde de recuperações judiciais em 2025; entenda
Grandes operações que utilizam esse modelo ficam mais expostas quando há queda de receita ou aumento de custos. Assim, a pressão sobre o caixa se intensifica rapidamente.
Com bancos mais seletivos, o financiamento da safra começou a migrar, instrumentos como CPRs cresceram e somaram R$ 121,9 bilhões no segundo semestre de 2025, com alta próxima de 30%. Além disso, estruturas como DIP Finance e fundos de crédito ganharam relevância. Essas alternativas permitem manter liquidez mesmo durante processos de reestruturação.
Apesar da expansão dessas ferramentas, parte das dívidas antigas permanece sem solução, muitos passivos seguem concentrados em fornecedores e contratos que perderam aderência ao caixa das empresas.
Leia também:
Nesse contexto, a reorganização financeira se tornou essencial. Empresas que conseguem ajustar dívidas e prazos aumentam as chances de atravessar o período de crise.
O mercado de capitais também ganhou protagonismo, em 2025, as emissões superaram R$ 981 bilhões, o que redesenhou o financiamento do setor. Agora, o crédito rural se torna mais estruturado e menos dependente dos bancos.
Leia também: Conflito no Oriente Médio pressiona custos e exportações do agronegócio brasileiro, analisa especialista
Para 2026, a tendência é de um mercado de agronegócio mais segmentado, diferentes instrumentos devem atender etapas específicas do ciclo financeiro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
França está pronta para ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz
2
‘Empresa que descumprir tabela do frete será proibida de contratar novos fretes’, diz ministro; veja empresas que não cumprem piso mínimo
3
‘Dono do Master é Tanure’ e Vorcaro era ‘pau-mandado’, diz gestor à CPI do Crime Organizado
4
Ouro e prata entram em queda com temores de inflação pressionando mercados globais
5
Após anos de atritos, Nubank é aceito na Febraban e passa a integrar núcleo do setor bancário