Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Multa de até R$ 10 milhões e bloqueio no sistema: governo fecha cerco ao frete abaixo da tabela
Publicado 20/03/2026 • 12:20 | Atualizado há 2 horas
Tóquio nega virada na política sobre Taiwan após alerta de inteligência americana
Receita da Alibaba fica abaixo das estimativas, com queda de 66% no lucro líquido
Ouro e prata entram em queda com temores de inflação pressionando mercados globais
Petróleo Brent atinge US$ 119 e preços do gás na Europa disparam após ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã
Trump suspende lei marítima por 60 dias para conter volatilidade no petróleo
Publicado 20/03/2026 • 12:20 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Imagem gerada pela inteligência artificial ImaGen3
Multas por descumprimento do frete mínimo passam a variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões com nova medida provisória
O governo federal publicou uma medida provisória que eleva drasticamente as punições para empresas que pagarem fretes abaixo do piso mínimo estabelecido em lei. As multas, que antes tinham como teto o valor do próprio frete e muitas vezes viravam custo operacional, passam a variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões. Além disso, o sistema de registro de operações de transporte será alterado para bloquear, na origem, qualquer contratação abaixo da tabela.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, foi direto ao explicar o fracasso do modelo anterior de fiscalização. “O que percebemos é que aumentou muito o número de autuações, as multas passavam de R$ 400 milhões, entretanto, não estava tendo a efetividade necessária para o cumprimento da tabela”, afirmou.
Leia também: Ibovespa apresenta queda abaixo de 180 mil pontos nesta sexta, refletindo cenário instável
O problema era estrutural. Antes da medida provisória, o embarcador, proprietário da carga, recebia como punição máxima uma multa equivalente ao valor do frete contratado. Na prática, o valor era absorvido como despesa operacional, sem alterar o comportamento das empresas.
Com as novas regras, esse cálculo muda. “Isso certamente vai desestimular o descumprimento da tabela mínima do frete”, disse Renan Filho.
A segunda frente do pacote é o bloqueio preventivo no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), sistema obrigatório que registra cada operação de transporte rodoviário remunerado de cargas no país. O governo tem 60 dias, a partir da publicação da medida provisória, para implementar a alteração no sistema.
A lógica é direta: uma empresa que tentar contratar um frete abaixo da tabela mínima não conseguirá emitir o documento necessário para o transporte. Sem o CIOT, a operação só poderá seguir na ilegalidade.
“Vai desestimular de maneira decisiva o frete abaixo da tabela mínima”, afirmou o ministro. Até a alteração do sistema entrar em vigor, o governo promete intensificar a fiscalização com as ferramentas já disponíveis.
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, detalhou as duas resoluções que serão publicadas na sequência da medida provisória. A primeira tratará do processo de suspensão cautelar para interromper atividades de descumprimento deliberado da tabela. A segunda regulamentará as faixas de penalidade.
“É sempre bom deixar claro que estamos efetivando um dispositivo legal previsto desde 2018. Temos ampliado a fiscalização e agora vamos tornar essa efetividade”, disse Sampaio.
As suspensões cautelares para transportadores variarão de 5 a 30 dias, com possibilidade de suspensão definitiva gradativa de até 40 dias para reincidentes. Para os embarcadores, a suspensão do direito de contratar fretes pode durar de 15 a 40 dias.
O caminho para quem insistir no descumprimento é mais severo. “Aquele que é reincidente e deliberadamente descumpre a norma tem que ter a atividade dolosa interrompida. Se novamente vier a ser suspenso, também terá a possibilidade do cancelamento do registro nacional de transportes de cargas”, afirmou o diretor-geral da ANTT.
Renan Filho anunciou que as duas resoluções serão publicadas na próxima semana. A primeira organizará a fiscalização, detalhando as penalidades e suas proporções. A segunda tratará especificamente das alterações no CIOT.
Para o ministro, o piso do frete tem a mesma lógica do salário mínimo para o trabalhador assalariado. “Não é mais razoável que uma empresa, pelo seu tamanho, pague abaixo da tabela de frete a um caminhoneiro”, disse. “Vamos cobrar porque é lei federal.”
A demanda dos caminhoneiros por fiscalização mais rigorosa vinha de longa data. Segundo o ministro, as empresas deixavam de pagar a tabela mínima por diversos motivos, e o arcabouço anterior de punições não era suficiente para mudar esse comportamento.
Com a medida provisória, o governo busca dar ao frete mínimo o mesmo caráter coercitivo que outras obrigações trabalhistas e comerciais já têm no país. O prazo de 60 dias para a implantação do novo sistema do CIOT é tratado como prioritário pelo ministério, ainda que a complexidade da alteração, que envolve sistemas integrados em todo o país, impeça a definição de uma data exata para a conclusão.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
França está pronta para ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz
2
‘Dono do Master é Tanure’ e Vorcaro era ‘pau-mandado’, diz gestor à CPI do Crime Organizado
3
‘Empresa que descumprir tabela do frete será proibida de contratar novos fretes’, diz ministro; veja empresas que não cumprem piso mínimo
4
16 ações pagam dividendos acima da Selic a 14,75%; veja quanto rendem R$ 10 mil, R$ 50 mil e R$ 100 mil investidos nelas
5
Ouro e prata entram em queda com temores de inflação pressionando mercados globais