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Reino Unido confirma ataque do Irã com dois mísseis contra base britânico-americana no Oceano Índico
Publicado 22/03/2026 • 14:01 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 22/03/2026 • 14:01 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: RS/via Fotos Públicas
Foto ilustrativa/arquivo
O Irã disparou dois mísseis contra a base militar conjunta britânico-americana de Diego Garcia, no Oceano Índico, mas eles não atingiram o alvo, afirmou um ministro do Reino Unido neste domingo (22), confirmando relatos anteriores sobre o número de projéteis.
“Nossa avaliação é de que os iranianos certamente miraram Diego Garcia. Pelo que entendemos, um míssil caiu antes de alcançar o alvo, falhou. O outro foi interceptado e neutralizado”, disse o secretário de Habitação do Reino Unido, Steve Reed, à BBC.
Reed se recusou a informar a que distância os mísseis ficaram de atingir o alvo.
“Não há nenhuma avaliação específica de que os iranianos estejam mirando o Reino Unido ou sequer de que poderiam fazê-lo, mesmo que quisessem”, acrescentou.
O Irã atacou Diego Garcia com um míssil balístico intercontinental de dois estágios, informou o Exército de Israel no sábado. Esse tipo de armamento possui ao menos dois motores de foguete: um permite que o míssil alcance o espaço, e o outro o impulsiona até o alvo, com alcance de até 4.000 quilômetros.
“Esses mísseis não são destinados a atingir Israel. Seu alcance se estende até as capitais da Europa — Berlim, Paris e Roma estão dentro do alcance direto”, disse o chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir. O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar o ataque na sexta-feira, citando múltiplas autoridades dos Estados Unidos.
O ataque relatado marcou o primeiro uso operacional pelo Irã de mísseis balísticos de alcance intermediário e uma tentativa significativa de alcançar áreas muito além do Oriente Médio e ameaçar interesses dos Estados Unidos, segundo o Wall Street Journal.
“Os ataques imprudentes do Irã, que se estendem pela região e mantêm o Estreito de Ormuz sob pressão, representam uma ameaça aos interesses britânicos e aos aliados do Reino Unido”, afirmou o Ministério da Defesa britânico em comunicado enviado à CNBC no sábado. “Aviões da Royal Air Force e outros ativos militares do Reino Unido continuam defendendo nossa população e nosso pessoal na região.”
O ministério disse que a tentativa fracassada de atingir a base ocorreu antes de o Reino Unido aprovar, um dia antes, o uso de suas bases por forças dos Estados Unidos para operações defensivas.
O Reino Unido autorizou os EUA a utilizarem suas bases em RAF Fairford, na Inglaterra, e em Diego Garcia, no arquipélago de Chagos, para “operações defensivas específicas e limitadas”, informou o Ministério da Defesa.
O gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou na sexta-feira que ministros aprovaram o uso de bases britânicas por forças americanas para defender a região, incluindo “operações defensivas dos EUA para degradar instalações e capacidades de mísseis usadas para atacar navios no Estreito de Ormuz”.
O representante do Irã na Organização Marítima Internacional da ONU, Ali Mousavi, disse no domingo que o Estreito de Ormuz permanece aberto a toda navegação, exceto embarcações ligadas aos “inimigos do Irã”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou no fim do sábado “obliterar” as usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra completamente o Estreito de Ormuz em até 48 horas, enquanto a guerra entra em uma nova e perigosa escalada no início de sua quarta semana.
“Se o Irã não abrir totalmente sem ameaças, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas diversas usinas de energia, começando pela maior delas!” , disse Trump em uma publicação na rede Truth Social.
A mudança drástica de tom ocorreu menos de um dia depois de Trump falar em “reduzir” a guerra.
Em uma publicação na sexta-feira (20), o presidente afirmou que os EUA estão “muito próximos de atingir nossos objetivos, enquanto consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio”. Trump também disse a repórteres que não tem interesse em um cessar-fogo com o Irã.
“Podemos ter diálogo, mas não quero um cessar-fogo”, afirmou Trump na Casa Branca antes de embarcar para a Flórida. “Você não faz cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado.”
“Eles não têm marinha. Não têm força aérea. Não têm equipamentos”, continuou.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu no domingo atingir instalações energéticas na região caso as usinas de seu país sejam atacadas.
“Imediatamente após as usinas e a infraestrutura do nosso país serem atingidas, a infraestrutura crítica, a infraestrutura energética e as instalações de petróleo em toda a região serão consideradas alvos legítimos e serão destruídas de forma irreversível, e o preço do petróleo permanecerá elevado por muito tempo”, disse Ghalibaf em publicação na rede X.
Horas após as declarações de Trump, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques israelenses contra o Irã “aumentarão significativamente” na próxima semana.
Trump fez o alerta em meio à troca de ataques entre Irã e Israel, que têm como alvo instalações nucleares.
Dezenas de pessoas ficaram feridas após o Irã atingir duas comunidades próximas ao principal centro de pesquisa nuclear de Israel. O Exército israelense disse que suas defesas não conseguiram interceptar mísseis que atingiram as cidades de Dimona e Arad, no sul do país.
Imagens iniciais de Arad mostram um ônibus com janelas destruídas, danos significativos em vários prédios e a atuação de dezenas de bombeiros e policiais em dois pontos de impacto distintos. Os serviços de resgate de Israel informaram que quatro pessoas ficaram gravemente feridas, incluindo uma menina de 4 anos, e outras 29 tiveram ferimentos leves. As autoridades ainda procuram por desaparecidos.
Foi a primeira vez, desde o início da guerra, que o centro de pesquisa nuclear de Israel foi alvo.
O reator nuclear israelense, mantido sob sigilo, fica a cerca de 13 quilômetros a sudeste de Dimona. Ambas as cidades estão próximas a diversas instalações militares, incluindo a base aérea de Nevatim, uma das maiores do país.
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos, praticamente interrompeu o fluxo pelo estreito e economicamente crucial Estreito de Ormuz, que separa o Irã dos Emirados Árabes Unidos.
Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pelo estreito. As travessias diárias caíram para quase zero, após superarem 120 no início do ano, segundo dados analisados pela Charles Schwab. Grande parte do petróleo bruto do Golfo normalmente segue para a Ásia.
Os contratos futuros do petróleo Brent para maio subiram 3,26%, para US$ 112,19 por barril na sexta-feira, o maior fechamento desde julho de 2022. Já o petróleo WTI para abril avançou 2,27%, para US$ 98,32 por barril.
A mais recente tentativa do governo Trump de aliviar os preços veio no fim da sexta-feira, quando foram suspensas, por 30 dias, as sanções sobre a compra de petróleo iraniano em alto-mar. A medida deve levar 140 bilhões de barris de petróleo aos mercados globais, escreveu o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na rede X.
Os países do G7 estão prontos para adotar as medidas necessárias para apoiar o abastecimento global de energia, afirmaram os ministros das Relações Exteriores do grupo em comunicado. Eles também reafirmaram a importância de proteger as rotas marítimas, incluindo no Estreito de Ormuz.
“Nós… expressamos apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e de seus aliados”, diz o comunicado assinado pelos ministros de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além do principal diplomata da União Europeia.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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