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Dr. Inovação: “Proteína é o novo commodity” – economia prateada impulsiona negócios e transforma consumo no Brasil

Publicado 31/03/2026 • 08:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • População acima de 50 anos já movimenta cerca de R$ 1,8 trilhão por ano no Brasil e pode chegar a R$ 3,8 trilhões até 2044.
  • Para Pedro Batista, o foco do mercado deve sair do “idoso” e mirar consumidores que buscam qualidade de vida e longevidade.
  • Avanço da nutrição funcional e suplementação indica mudança estrutural, com proteínas ganhando protagonismo global.

O avanço da chamada economia prateada está redefinindo estratégias de empresas e investidores no Brasil, com a população mais velha ganhando peso no consumo. Para o médico e empresário Pedro Batista, CEO da Horuss AI e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o movimento vai além do envelhecimento populacional e aponta para uma transformação estrutural no comportamento do mercado.

Segundo ele, o país tem se destacado nesse cenário global. “O Brasil está se colocando como um epicentro de transformações no mercado de saúde para a terceira idade”, afirmou nesta segunda-feira (30), durante participação no quadro “Dr. Inovação” do Times, ao citar exemplos recentes de grandes empresas que passaram a direcionar investimentos para esse público.

Entre os casos mencionados, Batista destacou a Nestlé, que redirecionou parte de suas operações para produtos voltados à nutrição da população mais velha, com investimento superior a R$ 200 milhões em uma planta no interior de São Paulo. Do outro lado, a Ferrero adquiriu a brasileira Bold Snacks por mais de R$ 1 bilhão, apostando em produtos como barras proteicas, que substituem sobremesas tradicionais por opções consideradas mais saudáveis.

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Para o notável, esse movimento reflete uma mudança mais ampla no consumo. “As pessoas deixam de consumir snacks tradicionais e passam a buscar produtos que tragam mais saúde”, disse, ressaltando que o Brasil também ganha relevância por exportar esses itens.

O crescimento da expectativa de vida, já próxima dos 80 anos, também altera a lógica do mercado. Batista defende que empresas não devem tratar esse público como “idoso”, mas como um consumidor ativo. “Não queira produzir um produto para um idoso. Pense em quem quer qualidade de vida daqui a 30 ou 40 anos”, afirmou.

Nesse contexto, o setor de suplementação nutricional tende a crescer de forma significativa. Segundo ele, pessoas acima dos 50 anos passam a ter maior perda de massa muscular, o que amplia a demanda por proteínas e suplementos. “O mercado pode crescer muito e chegar a níveis globais ainda maiores, porque a informação chega e muda o comportamento de consumo”, disse.

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Batista resume essa transformação com uma tese central: “A proteína é o novo commodity”, associando o conceito ao aumento da busca por prevenção e qualidade de vida.

Para ele, o envelhecimento da população brasileira já mudou a estrutura demográfica. “Hoje, pessoas com mais de 65 anos já são mais numerosas do que jovens entre 15 e 25 anos”, afirmou, indicando que o país vive um momento de transição econômica e social que exige adaptação de empresas e investidores.

Na avaliação do executivo, o foco agora deixa de ser apenas viver mais e passa a ser viver melhor. “A gente quer envelhecer com mais qualidade de vida”, concluiu.

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