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DHL alerta para corte de 20% na capacidade aérea global e alta de 25% nos fretes

Publicado 01/04/2026 • 07:58 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A guerra no Oriente Médio tem provocado efeitos diretos e duradouros sobre o setor de logística e o comércio global, com impactos relevantes nas cadeias de transporte, segundo Oscar de Bok, CEO da DHL Global Forwarding.
  • Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que a instabilidade já pressiona custos, reduz capacidade e exige mudanças estruturais nas rotas internacionais. "O Impacto logístico será longo", afirma Oscar.
  • De acordo com ele, o frete aéreo está entre os segmentos mais afetados.
Oscar de Bok, CEO global da DHL Supply Chain.

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Oscar de Bok, CEO global da DHL Supply Chain.

A guerra no Oriente Médio tem provocado efeitos diretos e duradouros sobre o setor de logística e o comércio global, com impactos relevantes nas cadeias de transporte, segundo Oscar de Bok, CEO da DHL Global Forwarding (divisão do DHL Group especializada em agenciamento de cargas aéreas, marítimas e rodoviárias). Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que a instabilidade já pressiona custos, reduz capacidade e exige mudanças estruturais nas rotas internacionais. “O Impacto logístico será longo”, afirma Oscar.

De acordo com ele, o frete aéreo está entre os segmentos mais afetados. “Uma grande parte da capacidade foi perdida”, disse, ao explicar que restrições operacionais e riscos elevados na região impedem companhias aéreas de voar com plena ocupação. Rotas estratégicas, como as que ligavam o Sudeste Asiático aos Estados Unidos e à Europa via Oriente Médio, deixaram de ser viáveis ou se tornaram economicamente desvantajosas devido ao aumento dos custos de seguro e à limitação de oferta.

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Com isso, a capacidade global do frete aéreo sofreu uma redução estimada entre 15% e 20%, agravada pela menor disponibilidade de voos de passageiros, tradicionalmente usados para transporte de carga nos porões. “Isso é um impacto considerável”, afirmou o executivo, destacando ainda o efeito acumulado da demanda reprimida no início do conflito, que gerou congestionamentos logísticos.

A pressão por espaço disponível elevou as tarifas. Segundo Oscar, os preços do frete aéreo subiram de forma desigual, variando entre 8% e 25%, dependendo da rota e da demanda. “Ambos são substanciais”, disse, ao comentar a magnitude dos aumentos.

No transporte marítimo, os efeitos também são significativos. Desvios de rotas, como a alternativa pelo sul da África, acrescentaram cerca de 10 dias às viagens e reduziram a capacidade em aproximadamente 15%. Além disso, custos adicionais com seguros e sobretaxas de combustível ampliam o impacto financeiro para empresas e consumidores.

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Diante desse cenário, a DHL tem buscado alternativas para mitigar os efeitos da crise, incluindo voos diretos fretados entre o Sudeste Asiático e mercados ocidentais, além de soluções multimodais. “Conseguimos adicionar capacidade e encontrar soluções onde outros não conseguem”, afirmou o executivo, citando o uso de transporte terrestre para completar entregas em regiões afetadas.

Apesar das incertezas geopolíticas, De Bok avalia que os efeitos logísticos tendem a se prolongar. Segundo ele, cada semana de interrupção na capacidade pode demandar ao menos uma semana e meia de recuperação. “O impacto logístico será longo”, disse.

Para o executivo, a volatilidade recente reforça uma mudança estrutural no setor. A capacidade de adaptação e resposta rápida a eventos inesperados tornou-se um diferencial competitivo. “Esteja preparado para o inesperado, porque ele continuará a vir”, afirmou, destacando que planejamento de cenários e agilidade operacional passaram a ser elementos centrais para empresas que atuam no comércio global.

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