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Setor privado dos EUA cria 62 mil vagas em março e supera previsões, mostra ADP

Publicado 01/04/2026 • 10:58 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Setor privado dos EUA criou 62 mil vagas em março, superando a previsão de 39 mil do consenso Dow Jones, segundo a ADP
  • Saúde e construção responderam por quase toda a geração de empregos, com 58 mil e 30 mil vagas respectivamente
  • Relatório chega dois dias antes do payroll do BLS, com Wall Street projetando apenas 59 mil vagas após perda de 92 mil em fevereiro
Payroll ADP Emprego

Payroll Pessoas caminham pela Times Square, na cidade de Nova York, em 9 de abril de 2025.

Angela Weiss | Afp | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)

O setor privado dos Estados Unidos criou 62 mil vagas de emprego em março, resultado acima da previsão de 39 mil do consenso Dow Jones, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (1°) pela ADP, empresa especializada em processamento de folhas de pagamento. O número ficou apenas 4 mil abaixo do total registrado em fevereiro, após revisão para cima.

O dado sugere que o mercado de trabalho americano mantém resistência mesmo em um ambiente de incerteza elevada, marcado pelas idas e vindas da política comercial do governo de Donald Trump.

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Saúde e construção dominam

Pelo segundo mês seguido, dois setores responderam por praticamente toda a geração de vagas. Educação e serviços de saúde contribuíram com 58 mil postos, número idêntico ao de fevereiro. A construção civil adicionou 30 mil vagas.

Em fevereiro, o setor de saúde havia sido parcialmente limitado por uma greve na Kaiser Permanente, que tirou mais de 30 mil trabalhadores das escalas no Havaí e na Califórnia. Com o conflito encerrado, o segmento voltou ao ritmo anterior.

Outros setores registraram ganhos menores. Serviços de informação adicionaram 16 mil vagas, recursos naturais e mineração contribuíram com 11 mil e lazer e hotelaria somaram 7 mil postos.

Perdas em comércio e manufatura

No campo negativo, comércio, transportes e serviços públicos eliminaram 58 mil postos de trabalho, enquanto a manufatura recuou 11 mil vagas. O resultado reforça o desequilíbrio setorial: a criação de empregos segue concentrada em saúde e construção, com outras áreas da economia sob pressão.

Março registrou um equilíbrio raro entre produtores de bens e prestadores de serviços: 30 mil vagas para cada grupo. Em uma economia dominada pelo setor de serviços, a paridade chama atenção.

Pequenas empresas puxam contratações

Empresas com menos de 50 funcionários lideraram as contratações, adicionando 85 mil vagas. Estabelecimentos de médio porte perderam 20 mil postos, e grandes empresas, com 500 ou mais funcionários, registraram queda de 4 mil.

O crescimento salarial para quem permaneceu no mesmo emprego ficou estável em 4,5%. Para quem mudou de emprego, a alta foi de 6,6%, avanço de 0,3 ponto percentual em relação a fevereiro.

Antessala do payroll

O relatório da ADP chega dois dias antes da divulgação do payroll pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS), prevista para sexta-feira (3). Wall Street projeta a criação de 59 mil vagas no período, após a perda de 92 mil postos registrada em fevereiro. A taxa de desemprego deve permanecer em 4,4%.

🔍 ADP e payroll: qual a diferença?

O relatório da ADP e o payroll do departamento de trabalho medem o mercado de trabalho americano, mas não são a mesma coisa. A ADP é uma empresa privada de processamento de folhas de pagamento e calcula as vagas criadas com base nos dados de seus próprios clientes no setor privado. O payroll, divulgado pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS), é uma pesquisa oficial do governo federal que inclui também os empregos públicos e abrange uma amostra mais ampla da economia.

Na prática, os dois números frequentemente divergem. A ADP costuma ser encarada pelo mercado como um termômetro antecipado, mas não como uma prévia confiável do payroll. Historicamente, a correlação entre os dois relatórios é baixa o suficiente para que economistas evitem usar um para prever o outro.

O payroll é considerado a referência definitiva porque sua metodologia é mais abrangente, sua amostra é maior e ele é o dado que o Federal Reserve acompanha para calibrar a política monetária dos EUA.

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