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Banco da Inglaterra alerta para riscos financeiros da guerra no Oriente Médio
Publicado 01/04/2026 • 14:04 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 01/04/2026 • 14:04 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Diego Delso, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
Banco Central da Inglaterra
O Banco da Inglaterra afirmou nesta quarta-feira (01) que a guerra no Oriente Médio provocou um “choque negativo significativo de oferta para a economia global”, elevando os riscos para o sistema financeiro.
Após a disparada dos preços do petróleo — que deve pressionar a inflação —, a instituição avaliou que os efeitos do conflito também devem pesar sobre o crescimento econômico e apertar as condições financeiras, como a restrição na concessão de crédito pelos bancos.
“Impactos adversos sobre a macroeconomia global aumentam a probabilidade de que múltiplas vulnerabilidades se materializem ao mesmo tempo, amplificando seus efeitos sobre a estabilidade financeira”, disse o banco em sua atualização trimestral sobre riscos ao sistema financeiro.
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Em seu relatório anterior, divulgado em dezembro, o Banco da Inglaterra já havia apontado riscos relacionados à sobrevalorização do setor de I.A. e ao elevado endividamento dos governos.
“O conflito tornou o ambiente global materialmente mais imprevisível e ocorre após um período em que os riscos globais já estavam elevados”, acrescentou a instituição.
O banco central também alertou que os desdobramentos da guerra podem afetar “a oferta de serviços financeiros essenciais para famílias e empresas no Reino Unido”.
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Siga o Times | CNBCAinda assim, ressaltou que “o sistema bancário do Reino Unido tem capacidade de apoiar famílias e empresas, mesmo que as condições econômicas e financeiras se deteriorem significativamente além do esperado”.
Antes da divulgação do relatório, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, buscou tranquilizar a população sobre os impactos econômicos.
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“Não importa quão forte seja essa tempestade, estamos bem posicionados para enfrentá-la e temos um plano de longo prazo para sair dela como uma nação mais forte e segura”, afirmou em coletiva em Downing Street.
A ministra das Finanças, Rachel Reeves, declarou anteriormente que o governo trabalhista está “se preparando para todos os cenários”, diante da pressão para reduzir impostos sobre combustíveis.
“Se eu prometesse que poderia aliviar cada aumento de preço para todas as pessoas, não estaria dizendo a verdade, porque isso acabaria elevando a inflação, os juros e os impostos no futuro”, concluiu.
Leia mais: Conflitos no Oriente Médio elevam preços dos fertilizantes no Brasil
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