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Petróleo Brent sobe 7% com escalada de Trump contra o Irã e bloqueio no Estreito de Ormuz
Publicado 02/04/2026 • 08:09 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 02/04/2026 • 08:09 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Freepik.
Petróleo
O petróleo voltou a disparar na quinta-feira (2) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu atingir o Irã “com extrema força” nas próximas duas ou três semanas. O contrato futuro do Brent, referência internacional, com vencimento em junho de 2026, avança 7,4% e é negociado a US$ 108,62 o barril.
O WTI americano avançou 6,9%, a US$ 105,35. O discurso derrubou as esperanças de uma desescalada rápida do conflito e reacendeu o temor de uma crise energética ainda mais prolongada.
“Vamos terminar o trabalho, e vamos terminar muito rápido”, disse Trump em pronunciamento nacional na quarta-feira (1º). A fala contradisse sinalizações anteriores do próprio presidente, que chegou a afirmar que as tropas americanas sairiam do Irã “em breve”.
O Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto de todo o petróleo e gás negociados no mundo, está efetivamente paralisado desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. O bloqueio é um dos principais fatores por trás da alta persistente dos preços de energia desde então.
Analistas ouvidos pela CNBC descartaram uma reabertura rápida da rota. “Está cada vez mais claro que Washington lavou as mãos da questão. Cabe agora a quem precisa transportar petróleo pelo Estreito resolver o problema por conta própria”, disse Giles Alston, analista de risco político da Oxford Analytica.
O Irã reforçou essa perspectiva ao rejeitar qualquer reabertura baseada nas declarações de Trump, afirmando que o Estreito segue “decisiva e dominantemente sob controle da Marinha dos Guardiões da Revolução”.
Antes do pronunciamento, Trump publicou no Truth Social que o Irã havia pedido um cessar-fogo – informação negada imediatamente por Teerã. O presidente americano condicionou qualquer negociação à reabertura do Estreito de Ormuz, declarando que os ataques continuarão enquanto a via marítima permanecer fechada.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país está “absolutamente determinado a continuar sua defesa” e que não tem “escolha senão reagir com firmeza”.
As contradições entre as duas partes sobre o andamento das negociações se repetem desde o início do conflito, alimentando a volatilidade nos mercados.
A reação foi imediata e ampla. Bolsas asiáticas reverteram ganhos após o discurso de Trump. O índice Kospi, da Coreia do Sul, caiu 5,5%, liderando as perdas na região. Hong Kong e mercados da China continental abriram em território negativo. Na Europa, o índice Stoxx 600 recuou mais de 1%, com bancos, mineradoras e empresas de tecnologia entre os mais afetados.
Nos Estados Unidos, os futuros dos três principais índices recuavam mais de 1% antes da abertura do pregão, por volta das 7h45 (horário de Brasília).
O mercado de títulos também sentiu o impacto. Os rendimentos dos papéis do governo americano, britânico, alemão, francês, japonês, italiano e canadense subiram ao longo da curva, sinalizando uma venda generalizada de dívida soberana em mercados desenvolvidos. O rendimento do título do Tesouro americano de dez anos avançou 5 pontos-base, para 4,368%.
“Não acaba enquanto não acaba. Enquanto o Estreito de Ormuz continuar fechado, o risco de preços elevados de energia persiste”, disse Chetan Seth, estrategista de renda variável para a Ásia-Pacífico do Nomura.
O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC acompanha o conflito e seus desdobramentos para os mercados globais e para o preço dos combustíveis no Brasil.
O mercado futuro funciona como um acordo de compra e venda com data marcada. Uma parte se compromete a comprar, a outra a vender, uma quantidade específica de petróleo a um preço fixado hoje, com entrega em uma data futura.
Cada contrato carrega um mês de vencimento, que indica quando a entrega física ocorreria. O de junho de 2026, por exemplo, representa o petróleo com entrega prevista naquele mês. Conforme junho se aproxima, esse contrato expira e o mercado passa a adotar o de julho como referência.
O contrato mais próximo do vencimento que ainda está sendo negociado ativamente é chamado de front month. É ele que aparece nos terminais financeiros, nas agências de notícias e no noticiário como “o preço do petróleo hoje”. O front month concentra o maior volume de negócios e a maior liquidez, tornando-se referência tanto para o mercado físico quanto para as refinarias.
Quando o front month se aproxima do vencimento, os investidores que não pretendem receber o petróleo fisicamente encerram suas posições e migram para o contrato seguinte. Esse é o rollover, e é exatamente o que aconteceu entre ontem e hoje.
Há dois grandes grupos no mercado futuro. O primeiro reúne os chamados hedgers: companhias aéreas, transportadoras e refinarias que usam os contratos para travar um preço e se proteger de oscilações. O segundo é formado por especuladores, que nunca pretendem receber o petróleo de fato. Eles compram e vendem contratos apostando na direção dos preços.
A maioria dos contratos é encerrada antes do vencimento, com a posição sendo revendida no mercado. Quem mantém o contrato até o fim acerta a liquidação financeira – a diferença entre o preço travado e o preço de mercado na data de vencimento – sem movimentar um barril sequer.
O Brent é a principal referência internacional de preços do petróleo. Quando tensões no Oriente Médio elevam as expectativas de escassez, os contratos futuros sobem, e esse movimento se reflete nos preços de importação praticados no Brasil, pressionando o custo do diesel nas refinarias e, depois, nos postos de combustível.
O fechamento do Estreito de Ormuz adiciona uma camada de incerteza ao cenário. O corredor liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é rota de passagem de parcela relevante do petróleo exportado por Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Irã. Com o estreito bloqueado, o abastecimento global enfrenta gargalos que sustentam os preços elevados nos contratos futuros.
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