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Minerva cresce, mas riscos se acumulam, alerta Citi em relatório que corta preço-alvo
Publicado 07/04/2026 • 07:04 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 07/04/2026 • 07:04 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Divulgação/Minerva Foods
Cota da China para carne bovina brasileira pode esgotar metade do ano e comprimir margens da Minerva
A produtora e exportadora de carne bovina Minerva Foods chega no segundo trimestre de 2026 como uma empresa mais robusta, porém cercada por um conjunto de riscos externos que tornam sua tese de investimento mais difícil de ler. É esse o diagnóstico do Citi, que cortou o preço-alvo das ações de R$ 7,70 para R$ 5,30 e adicionou a classificação de alto risco à recomendação neutra já existente para o papel.
O banco revisou o valuation por meio de um modelo de fluxo de caixa descontado atualizado. Para o Citi, o que era antes uma história clara, ancorada no ciclo pecuário global, se tornou mais opaca sob a combinação de três vetores simultâneos: as restrições de cota impostas pela China, a incerteza com custos de frete em razão das tensões no Oriente Médio e um balanço ainda pressionado.
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A Minerva fechou 2025 com receita líquida de R$ 55 bilhões e Ebitda de R$ 4,8 bilhões, ambos em patamar inédito para a companhia. O desempenho refletiu a integração das unidades adquiridas nos anos anteriores, a diversificação geográfica e avanços iniciais na desalavancagem.
Ainda assim, o Citi avalia que esses números favoráveis não blindam o papel dos riscos que se acumulam à frente. O progresso operacional existe, mas o ponto de partida para 2026 é mais hostil.
A China representa 23% dos destinos de exportação da Minerva e é, segundo o banco, o eixo que agora move o risco do papel. Com a utilização da cota brasileira avançando em ritmo acelerado, o mercado converge para um esgotamento ainda no meio do ano, o que efetivamente retira o país asiático como destino marginal no segundo semestre.
O efeito imediato é uma antecipação de embarques no primeiro semestre, com uma recomposição mais árdua na segunda metade do ano. O risco, conforme o Citi, não é de volume, é de preço: o excesso de oferta deslocada para mercados alternativos tende a ser absorvido com deságio, comprimindo os spreads realizados pela companhia.
A cota anual do Brasil para exportações sem tarifas adicionais é de 1,1 milhão de toneladas. Volumes acima desse limite pagam sobretaxa de 55%, além dos 12% já vigentes anteriormente. Em 2025, as exportações brasileiras para a China chegaram próximo de 1,7 milhão de toneladas, volume muito acima do teto agora imposto por Pequim.
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O Citi projeta margem Ebitda de 8,3% para a Minerva em 2026, ante 8,8% registrados em 2025. A compressão reflete a virada do ciclo pecuário no Brasil, com custos de aquisição de gado em alta. Argentina e Uruguai podem oferecer algum alívio à equação, mas o Brasil ainda é o núcleo da exposição da companhia.
A reversão do ciclo acontece num momento em que as operações sul-americanas da Minerva terão papel relevante para compensar o arrefecimento das exportações brasileiras à China. A companhia mantém unidades na Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia, o que permite realocar fluxos de exportação com maior agilidade diante das novas regras impostas por Pequim.
Apesar dos resultados sólidos, a conversão de caixa da Minerva segue como o ponto mais vulnerável da tese, segundo o banco. Despesas financeiras, capex e capital de giro continuam consumindo a geração operacional. O capital de giro, em particular, funciona como uma alavancagem implícita: reduz a visibilidade e amplifica a volatilidade dos resultados.
A desalavancagem do balanço permanece como o principal desbloqueador de valor para o papel, mas o banco avalia que esse caminho fica mais lento no curto prazo à medida que o ciclo se vira e os riscos se acumulam.
O primeiro trimestre de 2026 está sendo mais difícil, com volatilidade nos mercados em razão das tensões geopolíticas e pressão de custos, incluindo o encarecimento do frete marítimo.
O conflito no Oriente Médio introduz um risco adicional para uma exportadora globalmente exposta como a Minerva. O encarecimento das rotas marítimas pode elevar os custos operacionais de forma estrutural, afetando a rentabilidade dos embarques para mercados distantes.
Para o Citi, a combinação de todos esses fatores justifica a adição do selo de alto risco à recomendação neutra. A tese de investimento na Minerva permanece dependente de variáveis que escapam ao controle da própria empresa, tornando o papel mais volátil e a relação risco-retorno menos favorável no horizonte imediato.
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