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Queda da Eli Lilly, estabilidade da Novo Nordisk: genéricos de emagrecimento inundam mercado indiano
Publicado 10/04/2026 • 07:05 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 10/04/2026 • 07:05 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
Getty Images
A participação de mercado da Eli Lilly, líder em medicamentos para perda de peso na Índia, recuou em março, enquanto a rival Novo Nordisk manteve posição firme diante da enxurrada de versões genéricas mais baratas lançadas por farmacêuticas indianas.
Segundo dados da consultoria Pharmarack, a fatia da Eli Lilly no segmento de medicamentos GLP‑1 caiu de 61% em fevereiro para 56% em março. Já a Novo Nordisk permaneceu estável, com 25%.
A Índia é considerada estratégica: cerca de 100 milhões de pessoas vivem com diabetes e quase um quarto da população está acima do peso ou obesa. O país também é conhecido como a “farmácia do mundo”, responsável por cerca de 20% da produção global de genéricos.
O gatilho para a mudança foi o fim da patente do semaglutida — princípio ativo dos medicamentos GLP‑1 da Novo Nordisk — no mês passado. A expectativa era de impacto direto sobre a farmacêutica dinamarquesa, mas os primeiros números mostram que quem sofreu mais foi a Eli Lilly.
Com a queda nos preços do semaglutida, especialistas avaliam que as vendas das marcas da Eli Lilly à base de tirzepatida, mais caras, devem sofrer ainda mais pressão.
De acordo com a Pharmarack, 13 farmacêuticas indianas já lançaram 26 marcas de semaglutida em poucas semanas, indicado tanto para emagrecimento quanto para controle do diabetes.
“O diferencial de custo entre semaglutida e tirzepatida, somado à ampla divulgação dos genéricos mais baratos, levou à perda de participação da Eli Lilly”, afirmou Vishal Manchanda, analista do setor farmacêutico na corretora Systematix Group.
Ele acrescentou que, com o tempo, a tirzepatida deve se concentrar em pacientes de maior poder aquisitivo e foco específico em perda de peso, já que é mais eficaz, mas também mais cara.
O Mounjaro, da Eli Lilly, custa cerca de 13.800 rúpias (US$ 148) por mês, segundo o diabetologista Rajiv Kovil, de Mumbai. O valor é mais que o dobro dos medicamentos da Novo Nordisk e dez vezes superior às versões genéricas mais baratas.
A demanda por medicamentos contra obesidade — categoria em que o Mounjaro é mais popular na Índia do que os tratamentos à base de semaglutida — vem sendo impulsionada por usuários de curto prazo em busca de “soluções rápidas”, como perda de peso antes de casamentos e outros eventos.
“O barulho imediato em torno dos genéricos de semaglutida atraiu pacientes e alguns médicos para opções mais acessíveis”, disse Kovil, destacando que a mudança é mais visível entre quem busca resultados rápidos.
Além da concorrência dos genéricos, a própria Novo Nordisk reduziu os preços do Ozempic em 38% e do Wegovy em 48%, segundo comunicado divulgado em 31 de março.
Com os cortes, a Novo Nordisk pretende manter seus medicamentos “acessíveis para o maior número possível de pessoas com diabetes tipo 2, sobrepeso e obesidade na Índia”, afirmou Vikrant Shrotriya, diretor‑geral da companhia no país.
Os novos valores reduziram significativamente a diferença entre os produtos da Novo Nordisk e os genéricos. O custo mensal dos medicamentos à base de semaglutida da empresa agora parte de 5.660 rúpias, contra cerca de 4.200 rúpias das versões genéricas de maior qualidade.
Alguns genéricos chegam a custar apenas 1.290 rúpias por mês, segundo Anant Kharad, diretor do banco de investimento Anand Rathi. Ele destacou que “a confiança dos médicos na qualidade dos genéricos será a variável crucial a observar nos próximos 12 a 18 meses”.
O mercado indiano de GLP‑1 deve crescer quase cinco vezes até 2030, alcançando 50 bilhões de rúpias — e, em projeções mais otimistas, ultrapassar US$ 1,2 bilhão. O avanço será impulsionado pelo aumento da obesidade e do diabetes, além da entrada dos genéricos de baixo custo.
Entre os laboratórios indianos mais bem posicionados para capturar esse mercado estão Sun Pharmaceutical Industries, Torrent Pharmaceuticals, Dr. Reddy’s Laboratories e Zydus Lifesciences, segundo Kharad.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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