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Will Castro Alves: alta do petróleo contamina preços e afasta corte de juros
Publicado 14/04/2026 • 19:15 | Atualizado há 4 dias
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Publicado 14/04/2026 • 19:15 | Atualizado há 4 dias
KEY POINTS
A alta do petróleo após o bloqueio do Estreito de Ormuz tende a pressionar a inflação de forma mais ampla e reduzir ainda mais o espaço para cortes de juros nos próximos anos. É o que afirma Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue e Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O executivo afirma que, quanto mais tempo o preço dos combustíveis permanecer elevado, maior tende a ser o repasse para outros setores da economia, o que amplia o impacto sobre consumidores e empresas.
“Quanto mais o preço do petróleo fica elevado, menos as empresas conseguem represar qualquer tipo de repasse e elas acabam tendo que repassar pros preços dos seus produtos”, disse.
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Segundo Will, o efeito não fica restrito à gasolina e já começa a atingir cadeias produtivas ligadas a insumos químicos, alimentos e produtos de limpeza. Na avaliação dele, as empresas até conseguem absorver parte do choque por um curto período, mas esse espaço é limitado.
“A inflação não fica só no preço da gasolina, ela vai pro alimento, ela vai pro produto de limpeza…”, afirmou.
O Notável diz que esse cenário já vem mudando a leitura do mercado sobre política monetária, especialmente nos Estados Unidos. Para ele, a expectativa de cortes de juros foi sendo progressivamente retirada das projeções, diante da pressão trazida pela energia.
“Aquela ideia de corte de juros para esse ano foi cada vez mais sendo apagada”, disse.
Ao mesmo tempo, Will ponderou que os dados recentes de inflação ainda vieram relativamente em linha com o esperado, o que ajudou a conter apostas mais agressivas de alta de juros. Ainda assim, ele avalia que o ambiente segue marcado por forte incerteza.
“A gente segue nesse nível de incerteza bastante grande”, afirmou.
Na visão dele, parte da resiliência das bolsas vem do início da temporada de balanços, com resultados corporativos acima das estimativas em alguns casos, o que ajuda a contrabalançar o impacto negativo da guerra sobre o humor dos mercados.
“As empresas continuam tendo receitas e lucros. E se elas têm lucro acima do esperado, isso acaba sustentando performance de bolsa”, pontuou.
Will também destacou que os efeitos do choque energético não são homogêneos entre as regiões. Segundo ele, os Estados Unidos sofrem mais com o encarecimento da energia do que com risco de desabastecimento, ao contrário do que pode ocorrer em partes da Europa e da Ásia mais dependentes da rota.
Sobre o Brasil, o estrategista afirmou que a valorização recente do real foi puxada muito mais por fluxo e cenário global do que por uma melhora estrutural da macroeconomia doméstica. Por isso, ele considera que o atual patamar do câmbio abre uma janela interessante para diversificação em dólar.
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“A nossa macroeconomia não melhorou, e o real se valorizou bastante, muito por conta de fluxo e cenário global”, disse.
Na avaliação dele, investidores podem aproveitar o momento sem necessariamente reduzir posição em ações brasileiras, mas ampliando exposição internacional em um cenário em que o dólar está mais favorável e parte do mercado americano passou por correção relevante.
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