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Fundos soberanos usam clubes como ferramenta global; Brasil ainda está fora desse jogo, diz Cacá Bueno
Publicado 15/04/2026 • 16:25 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 15/04/2026 • 16:25 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O uso de clubes de futebol como instrumento de influência global, branding e diplomacia tem crescido no mundo, mas o Brasil ainda está fora desse movimento, avalia Cacá Bueno, piloto, empresário e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, o modelo adotado por fundos soberanos vai muito além da lógica tradicional de investimento esportivo.
“Esses fundos não estão buscando só retorno imediato. Eles querem divulgar cultura, turismo e melhorar sua imagem no cenário global”, afirmou, em sua participação no quadro “Negócios em Jogo”, nesta quarta-feira (15), no jornal Real Times, do Times Brasil. Ele cita exemplos como Manchester City, PSG e Newcastle, que contam com investimentos de países como Catar, Arábia Saudita e Abu Dhabi.
De acordo com Cacá, esse movimento se conecta ao conceito de “soft power”, em que o esporte é usado como plataforma de comunicação global. “Muitas vezes é para mostrar: ‘olha, também existo, venha me visitar, invista aqui’”, disse.
Apesar do potencial, o Brasil ainda não foi incluído de forma relevante nesse fluxo de capital. “A gente não foi abraçado ainda”, observou. Para ele, há uma combinação de fatores que explica esse cenário.
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Por um lado, os investidores ainda não direcionaram esforços concretos ao país. Por outro, os clubes brasileiros também não estruturaram propostas atrativas. “Os clubes estão mais preocupados em resolver dívidas do que em explorar todo o potencial que têm além do futebol”, destacou.
Segundo ele, o modelo atual das SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) no Brasil é focado na reestruturação financeira. “A lógica é: estou devendo tanto, vou me organizar para valer mais no futuro”, explicou.
Cacá defende que o Brasil poderia ampliar o discurso ao apresentar projetos para investidores. “Não é só futebol. Dá para falar de impacto social, ambiental, desenvolvimento regional.”
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Ele sugere que clubes, especialmente fora dos grandes centros, poderiam explorar pautas como preservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento local. “Os fundos querem mostrar que fazem parte de algo maior, de um bem global”, pontuou.
Nesse contexto, o país poderia aproveitar sua posição como maior exportador de jogadores do mundo para construir uma narrativa mais ampla. “O Brasil é referência mundial em futebol, mas precisa estruturar melhor esse discurso para atrair capital”, ressaltou.
Um dos receios comuns sobre esse tipo de investimento é a perda de identidade dos clubes. Para Cacá, essa preocupação não se confirma na prática. “O PSG não perdeu identidade. Pelo contrário, ganhou exposição global.”
Segundo ele, o fortalecimento financeiro tende a ampliar a visibilidade das equipes. “Você tem times mais fortes, mais competitivos e mais plataformas para comunicar o que aquela camisa representa”, disse.
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Além disso, o foco desses investidores não está apenas no retorno financeiro imediato. “Eles querem impacto global de imagem muito mais do que lucro de curto prazo”, apontou.
Na avaliação de Cacá, o modelo de SAF já está consolidado no Brasil, o que permitiria a entrada de capital estrangeiro. “A gente já tem o modelo instituído, não existem grandes travas para esse tipo de investimento”, afirmou.
Ele cita casos como o do Botafogo, com John Textor, como exemplo de que o capital internacional já opera no país. “É mais uma questão de como estruturar e atrair esse dinheiro do que de impedimento regulatório”, disse.
Para o especialista, o desafio agora é posicionar o Brasil nesse novo cenário global. “Se o mundo está usando o esporte como plataforma de comunicação, por que o Brasil, que é referência no futebol, não faria o mesmo?”, concluiu.
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