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Economia Brasileira

Indústria eleva projeções do PIB para 2% com alta em todos os setores produtivos; veja

Publicado 17/04/2026 • 12:40 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • CNI revisou de 1,8% para 2% a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026, com melhora em todos os setores produtivos.
  • Indústria extrativa lidera revisão do setor industrial, com estimativa saltando de 1,1% para 7,8%, puxada por petróleo e minério de ferro.
  • Consumo das famílias deve crescer 2% em 2026, mas investimentos devem subir apenas 0,6%, refletindo o peso dos juros elevados.
PIB

Portal RPAnews

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou de 1,8% para 2% a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026. O ajuste consta no Informe Conjuntural do 1º Trimestre, divulgado nesta sexta-feira (17), e reflete um desempenho acima do esperado da atividade econômica nos primeiros meses do ano.

A revisão abrangeu todos os setores. A indústria passou de 1,1% para 1,6%; os serviços, de 1,9% para 2,1%; e a agropecuária, de 0% para 1,1%. Para a CNI, três fatores explicam os ajustes: o desempenho positivo da indústria extrativa, a melhora das projeções para a safra agrícola e o comportamento acima do esperado do setor de serviços.

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Extrativa puxa crescimento industrial no PIB

A indústria extrativa é o destaque da revisão. A CNI elevou a estimativa de crescimento do segmento de 1,1% para 7,8%, impulsionada pela produção de petróleo e de minério de ferro. Menos exposta aos juros elevados, a extrativa segue em trajetória de expansão e deve ganhar impulso adicional com a alta do barril de petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio.

O cenário, porém, é oposto para a indústria de transformação. Custos financeiros, queda da demanda por bens industriais, avanço das importações, encarecimento da mão de obra e aumento da carga tributária pressionam o setor. A projeção de crescimento foi revisada para baixo, de 0,5% para 0,3%.

A construção civil também teve estimativa reduzida, de 2,5% para 1,3%. O recorde de lançamentos e vendas de unidades residenciais no fim de 2025 e os programas de crédito para reformas de moradias de baixa renda sustentam o setor, mas as taxas de juros elevadas seguem como obstáculo.

Serviços e agro com perspectivas melhores

Os serviços ganharam impulso de três frentes: a expansão dos rendimentos dos trabalhadores, o crescimento dos gastos do governo e o aumento da renda disponível com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O endividamento das famílias, no entanto, atua como limitador do ritmo de expansão do setor.

A agropecuária foi revisada de 0% para 1,1%, reflexo da melhora das projeções para a safra e da continuidade do bom desempenho da pecuária.

Consumo sobe, investimento recua

O avanço do PIB vem acompanhado de um alerta. Para a CNI, o crescimento segue desequilibrado, com o consumo avançando mais do que o investimento.

O consumo das famílias deve crescer 2% em 2026, alta de 0,7 ponto percentual sobre o ritmo do ano anterior. O impulso vem do fiscal, da ampliação da faixa de isenção do IR e do crescimento da massa salarial. Já os investimentos devem subir apenas 0,6%, ante 2,9% em 2025, pressionados pelos juros elevados e pelo endividamento das empresas.

“É o tipo de crescimento que não se sustenta. Se nós não tivermos aumento dos investimentos que gere uma oferta maior no futuro e supra o maior nível de consumo, o ritmo de expansão da economia será comprometido”, afirma Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI.

Veja o quadro interativo do PIB

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