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Ibovespa recua aos 192 mil pontos com tensão no Oriente Médio e se afasta dos 200 mil pontos

Publicado 23/04/2026 • 17:49 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Tensões no Oriente Médio e riscos no Estreito de Ormuz elevam incertezas sobre energia e logística global.
  • Alta da curva de juros no Brasil reduz expectativas de cortes da Selic e pesa sobre ativos domésticos.
  • Quedas generalizadas atingem bolsa, com destaque negativo para bancos, materiais básicos e varejo.
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O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (23) em baixa de 0,71%, aos 191.527 pontos devido às tensões no Oriente Médio, que ainda geram elevada volatilidade e oscilações. No Brasil, o início da temporada de divulgação de resultados também influencia a formação de preços. 

Segundo Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, o índice cede após várias sessões de alta e, atualmente, passa por um movimento de realização. A bolsa brasileira segue o mau humor observado nos mercados de Nova York, e o Ibovespa “se afasta rapidamente dos 200 mil pontos, nível que vinha sendo testado recentemente”, afirma Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing.

Ele conta que às vésperas do fim de semana, muitos investidores evitam manter posições abertas. “A curva de juros avança em praticamente todos os vértices, o que também pressiona ativos domésticos e reduz expectativas de continuidade no ciclo de cortes da Selic, às vésperas de uma ‘superquarta’, afirma.

“No painel de cotações, praticamente todos os setores operam no vermelho. Materiais básicos e bancos lideram as quedas. O setor de varejo é um dos mais afetados, pressionado pelos juros mais altos e pelo ambiente mais negativo”, destaca Sant’Anna. 

Para Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o Brasil vive uma semana sem eventos relevantes com movimentos mais setoriais. “Varejo em queda, com nomes como C&A e CVC sendo impactados pelo cenário de juros mais altos e maior endividamento das famílias, o que reduz o consumo e afeta diretamente segmentos como turismo”, disse. 

Durante a manhã, o Ibovespa abriu em alta mas, ao longo da sessão, aproximou-se da estabilidade e virou para a tendência de queda. O movimento ocorreu após a retração de 1,65% registrado na véspera. 

O cenário geopolítico do conflito em Ormuz segue influenciando o desempenho do mercado. Apesar da prorrogação do cessar-fogo pelo governo norte-americano, na última quarta-feira (22) trazer algum alívio inicial, a sensação de perigo não foi totalmente dissipada. 

Para David Martins, que é diretor de investimentos da Brasil Wealth, o dia, que já começou ruim, piorou com as notícias vindas do Oriente Médio. “Relatos indicam incidentes no Estreito de Ormuz, com navios sendo interceptados, além de informações sobre confrontos e troca de tiros na região, divulgadas por veículos locais, aumentaram as preocupações com a logística global e com a disponibilidade de energia”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC. 

“Ao mesmo tempo, declarações vindas de Israel aumentaram ainda mais a tensão, sugerindo possibilidade de escalada militar, à espera de posicionamento dos Estados Unidos”, disse.

A impressão do mercado é que o movimento atual favorece o mercado nacional mas, ainda assim, permanece a ressalva de que a situação global segue sem previsibilidade clara. 

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