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Nike corta 1.400 postos de trabalho em segunda rodada de demissões neste ano
Publicado 23/04/2026 • 17:58 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/04/2026 • 17:58 | Atualizado há 2 meses
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O logotipo da Nike é exibido em uma loja da Nike em Austin, Texas, em 5 de fevereiro de 2026. Brandon Bell | Getty Images
A Nike anunciou uma nova rodada de demissões nesta quinta-feira (23), de aproximadamente 1.400 posições em toda a organização, com maior concentração no departamento de tecnologia.
Em comunicado do COO Venkatesh Alagirisamy, a empresa afirmou que os cortes fazem parte da estratégia mais ampla de reestruturação “Win Now”, que busca reformular a equipe de tecnologia, modernizar a produção da linha Air, transferir parte das operações de calçados da Converse e integrar a cadeia de suprimentos de materiais às equipes de calçados e vestuário.
“Coletivamente, essas mudanças resultarão na redução de aproximadamente 1.400 funções nas operações globais, com a maioria concentrada em tecnologia”, escreveu Alagirisamy. “Essas reduções são muito difíceis para os colaboradores diretamente afetados e também para suas equipes.”
Um porta-voz da Nike afirmou que as demissões visam posicionar melhor a empresa diante do ritmo atual do setor esportivo e acelerar seu crescimento. Os cortes afetam funcionários na América do Norte, Ásia e Europa e representam menos de 2% do quadro global da companhia.
“Não se trata de uma nova direção”, escreveu Alagirisamy. “É a próxima fase de um trabalho que já está em andamento.”
A empresa informou que os funcionários afetados começarão a ser notificados a partir desta quinta-feira.
O CEO Elliott Hill tem trabalhado para reverter anos de queda nas vendas da Nike. Embora tenha obtido alguns avanços iniciais, o processo também enfrentou desafios.
A Nike já havia anunciado o corte de 775 empregos em janeiro, principalmente em centros de distribuição nos Estados Unidos, como parte da aceleração do uso de automação. Na ocasião, a empresa afirmou que os cortes faziam parte do objetivo de retomar um crescimento lucrativo de longo prazo.
Essas demissões se somam a uma rodada anterior, no verão passado, que afetou menos de 1% da equipe corporativa, dentro dos esforços de reestruturação do negócio.
No relatório de resultados do terceiro trimestre fiscal, divulgado no mês passado, a empresa alertou que as vendas devem continuar em queda ao longo do ano, pressionadas principalmente por uma retração estimada de 20% na China no trimestre atual.
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