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Gastos de brasileiros no exterior batem recorde de US$ 6 bilhões no primeiro trimestre

Publicado 24/04/2026 • 20:20 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Despesas de brasileiros fora do país chegaram a US$ 6 bilhões no 1º trimestre de 2026.
  • Stephan Kautz, da EQI Asset, vê espaço para valorização do real com o enfraquecimento global do dólar.
  • Alta do petróleo e risco fiscal podem limitar cortes da Selic e a recuperação dos ativos brasileiros.

Os gastos de brasileiros no exterior chegaram a US$ 6 bilhões, cerca de R$ 30,2 bilhões, no primeiro trimestre de 2026, em meio ao enfraquecimento global do dólar e à valorização do real, afirmou Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Kautz disse que a moeda brasileira tende a se beneficiar caso as tensões geopolíticas percam força e o dólar volte a operar em queda no mercado internacional.

“Quando houve a sinalização de um cessar-fogo mais duradouro, o real saiu de R$ 5,20 para próximo de R$ 5,00”, afirmou. “Nossa percepção é de que, encerrado o conflito, o dólar volte a ficar fraco globalmente e o real se beneficie, apreciando novamente.”

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Apesar do câmbio mais favorável para viagens e consumo no exterior, o economista vê riscos no cenário inflacionário. Segundo ele, a persistência do fechamento do Estreito de Ormuz pressiona o preço do petróleo e levou a EQI Asset a revisar sua projeção para o IPCA de 2026 para 4,8%.

“O problema agora é o fornecimento. Além do preço do barril acima de US$ 100, o mercado questiona quanto tempo levará para normalizar o fluxo de derivados”, disse. “Houve um aumento significativo em combustíveis e passagens aéreas, o que acelera os núcleos da inflação.”

Nesse ambiente, Kautz avalia que o Banco Central deve adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária. A EQI Asset projeta a Selic em 13,5% ao ano.

“O Copom deve realizar um corte de apenas 25 pontos-base na próxima semana, ganhando tempo para observar a tendência do petróleo”, afirmou. “O Banco Central enfrenta um cenário pior, pois a atividade econômica no Brasil não está desacelerando tanto quanto o esperado, o que reduz o espaço para cortes agressivos.”

O economista disse que o Brasil tem se diferenciado de outros mercados emergentes por ser exportador de energia. Segundo ele, as exportações brasileiras de petróleo para a Ásia cresceram 30% em volume neste ano, o que ajuda o balanço de pagamentos e reduz parte da pressão sobre os ativos locais.

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“Já estamos sofrendo menos que outros países; nossa moeda e nossa bolsa caíram menos que os pares durante a semana, justamente por esse benefício no balanço de pagamentos vindo das commodities energéticas”, afirmou.

Ainda assim, Kautz alertou que a percepção fiscal pode limitar a melhora dos mercados brasileiros. Segundo ele, o anúncio de subsídios à gasolina em ano eleitoral aumentou a cautela dos investidores.

“O anúncio de subsídios para a gasolina em um ano eleitoral, com contas pressionadas, é um risco que os investidores não gostaram”, disse. “Isso gerou uma alta forte nos juros e afetou a bolsa. A definição dos detalhes desse projeto será crucial para sabermos se teremos um alívio ou se o pessimismo permanecerá.”

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