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Dólar volta aos R$ 5 em linha com exterior com aumento da tensão no Oriente Médio
Publicado 23/04/2026 • 17:02 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/04/2026 • 17:02 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Pixabay
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A cotação do dólar perante o real avançou 0,83% nesta quinta-feira (23), voltando a casa dos R$ 5, após uma sessão de oscilações. Avalrização da moeda americana reflete uma deterioração das expectativas em linha com o ambiente externo diante da escalada das tensões no Oriente Médio.
A alta do petróleo, novamente acima de US$ 100, reforçou o prêmio de risco global associado ao Estreito de Ormuz. O moviemnto da comodity elevou as preocupações inflacionárias e pressionou as expectativas de política monetária, que deve reduzir o ritmo dos cortes da Selic. “O movimento refletiu uma recomposição de mais posições defensivas, com o câmbio reagindo diretamente ao aumento da aversão a risco vindo do cenário geopolítico ainda incerto”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Para Márcio Rialba, head da mesa de operações da StoneX, a precificiação dos juros futuros contibuição para a desvalorização do real. Ele explica que as previsões disparam ao longos de todos os vértices da curvade juros, o que é uma forma de sinalização que o mercado está reprecificando o nível estrutural de juros do país, não um mero ajuste de timing de cortes.
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Siga o Times | CNBC“Os vértices mais curtos refletem diretamente a expectativa para Selic para as próximas reuniões, seguindo que as expectativas de inflação seguem desancoradas e IPCA projetando acima da meta em 2026 e 2027. Em resumo, esse fato força o mercado a retirar o prêmio de cortes mais rapidos, elevando o DI curto e intermediário”, explica
Segundo Douglas Tuíra, especialista de investimentos do Grupo Nexco, também pesaram os dados de empresas americanas que, em período de balanços, apresentaram resultados significativos. “Tesla, por exemplo, apresentou um resultado de 17% superior ao mesmo período comparado”, afirmou.
Para ele, o desempenho das companhias incentiva o aporte de capital extrangeiro no mercado americano, fortalecendo a divisa do país. “Outro ponto também, foram as prévias dos PMIs, que apresentaram boas expectativas. Além o fluxo cambial demonstrou um peso na cotação do dia de hoje”, explicou.
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