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Guerra tarifária e reforma tributária criam incertezas para empresas no Brasil, diz executivo
Publicado 17/04/2025 • 13:18 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 17/04/2025 • 13:18 | Atualizado há 12 meses
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A combinação entre a guerra tarifária internacional e a reforma tributária em andamento no Brasil tem gerado um cenário de incertezas para o setor empresarial, especialmente para companhias que operam sob o regime de lucro real. A avaliação é de Rodrigo Grosch, CEO da Tax&Co e da Tax Monetize.
Segundo Grosch, o Brasil tem preferido adotar incentivos fiscais como estratégia de competitividade para setores estratégicos, em vez de impor barreiras a produtos importados. Ele afirmou que 2025 será o último ano em que empresas poderão utilizar integralmente os benefícios fiscais disponíveis antes da implementação do novo sistema tributário.
“Estamos diante de uma janela de oportunidade. Em 2025, ainda será possível realizar mapeamentos tributários para obtenção de créditos. Em 2026, inicia-se o período de transição com a fusão de alíquotas, o que tende a reduzir esse aproveitamento”, explicou em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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A reforma tributária prevê a unificação de tributos em novas alíquotas, como CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Grosch acredita que a mudança pode simplificar a compreensão das obrigações fiscais por parte dos contribuintes, tornando o sistema mais claro.
Questionado sobre quais setores deverão ser mais afetados pela reforma, o executivo afirmou que todas as áreas sentirão impacto, com destaque para empresas do lucro real, além de setores como supermercados, redes hoteleiras, indústrias, varejo e centros de distribuição. No entanto, ele apontou a indústria de transformação como a mais preocupada no atual momento.
“Um dos maiores custos dessas empresas é a carga tributária. Isso não garante aumento de lucro, mas afeta diretamente a margem. Ao otimizar esse custo, é possível tornar-se mais competitivo e entregar produtos com preços mais acessíveis ao consumidor”, disse.
A guerra tarifária também afeta as empresas que atuam com exportações. Grosch destacou que, além do aumento de tarifas, há um crescimento na burocracia e no número de barreiras não tarifárias. De acordo com ele, há incertezas sobre a correta classificação dos produtos e sobre o comportamento esperado das empresas diante desse novo cenário.
“A demanda por planejamento tributário tem crescido, com foco na prevenção, na identificação de benefícios e na preparação para a reforma”, relatou.
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