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PF nega manipulação de dados em investigação do Master e pede apuração sobre vazamentos

Publicado 06/03/2026 • 21:42 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Polícia Federal afirmou que não manipula nem edita dados extraídos de celulares ou equipamentos apreendidos em investigações.
  • Segundo a corporação, relatórios da Operação Compliance Zero incluíram apenas informações relevantes para a apuração.
  • PF também pediu ao ministro relator a abertura de investigação sobre o vazamento de dados sigilosos do caso.

Fachada do prédio da Policia Federal em Brasília

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal divulgou nesta sexta-feira (6) uma nota em que afirma que não manipula nem edita dados obtidos em investigações e que atua seguindo “rigorosos padrões de segurança” no tratamento de informações. A manifestação foi divulgada após questionamentos relacionados à Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master.

Segundo a corporação, nenhum relatório ou representação encaminhada no âmbito da investigação incluiu dados que não fossem relevantes para a instrução do caso.

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De acordo com a PF, não foram inseridas informações relacionadas à intimidade ou à vida privada dos investigados.

A instituição também afirmou que não compete à polícia judiciária editar, selecionar ou manipular conversas extraídas de celulares ou outros equipamentos apreendidos.

“Não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos”, disse a corporação, acrescentando que esse tipo de prática poderia violar direitos constitucionais como o contraditório e a ampla defesa.

Segundo a nota, os materiais apreendidos na operação estão sob custódia da Polícia Federal desde novembro de 2025 e foram compartilhados com a Procuradoria-Geral da República em janeiro de 2026.

Posteriormente, por decisão do então relator do processo, a defesa dos investigados passou a ter acesso integral aos dados. Parte das informações também foi enviada à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS por determinação do atual relator do caso.

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A Polícia Federal informou ainda que, por orientação do diretor-geral da corporação, a equipe responsável pelas investigações encaminhou ao ministro relator um pedido para abertura de apuração sobre a divulgação indevida de informações sigilosas.

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