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CNI diz que procurou governo para tentar reverter decisão de tarifas dos EUA
Publicado 11/02/2025 • 21:07 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 11/02/2025 • 21:07 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
As associações que representam os setores da economia brasileira atingidos pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos na importação do aço e do alumínio lamentaram a decisão e afirmaram nesta terça-feira (11) que vão tentar reverter a medida.
Na segunda-feira (10), Donald Trump assinou um decreto impondo uma tarifa de 25% em todas as importações de aço e alumínio.
A CNI afirmou estar atenta à implementação das taxas e, junto ao governo brasileiro, “buscará diálogo com os EUA na tentativa de reverter a decisão”.
“A medida atinge diretamente a indústria brasileira e os possíveis impactos dela decorrentes causam enorme preocupação ao país. O Brasil é o quarto maior fornecedor de ferro e aço aos EUA – 54% das exportações brasileiras desses produtos são para o país”, diz o texto.
“Temos todo o interesse em manter a melhor relação comercial com os EUA, que hoje são o principal destino dos produtos manufaturados do Brasil, mas precisamos conciliar os interesses dos setores produtivos dos dois países”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) divulgou um comunicado oficial manifestando preocupação com os impactos das tarifas. A entidade afirmou que também está em comunicação com o governo para entender os impactos dessa medida de Trump e buscar soluções em conjunto.
A nota afirma que o Brasil vai sentir os efeitos imediatos dessa medida tarifária nas exportações e na dificuldade no acesso dos produtos brasileiros ao mercado.
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Siga o Times | CNBCA ABAL fala também sobre a importância dos EUA como parceiros comerciais. O país recebe 16,8% das exportações brasileiras de alumínio, e movimenta US$ 267 milhões do total de US$ 1,5 bilhão exportado pelo setor em 2024.
De acordo com o comunicado, “o cenário reforça a necessidade de ampliar as discussões sobre o fortalecimento dos instrumentos de defesa comercial e a recalibração da política tarifária nacional, de forma a corrigir distorções no mercado para proteger a indústria nacional contra a concorrência
desleal e os impactos adversos provenientes dessa nova reconfiguração internacional”.
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