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Abras apoia fim da escala 6×1, mas defende flexibilização nas contratações
Publicado 28/05/2026 • 15:51 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 28/05/2026 • 15:51 | Atualizado há 5 meses
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A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) declarou apoio ao modelo de jornada 5×2, mas afirma que o debate sobre a possível substituição da escala 6×1 precisa considerar formatos mais flexíveis de contratação. Segundo a entidade, a preocupação é evitar efeitos negativos tanto na geração de empregos quanto na capacidade de abastecimento do setor.
A posição foi divulgada após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, na quarta-feira, 27, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, mantendo a remuneração e garantindo dois dias de descanso. O texto segue agora para análise no Senado.
Durante coletiva realizada nesta quinta-feira, o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, destacou que diferentes segmentos da economia não podem ser enquadrados sob uma única regra trabalhista, devido às particularidades operacionais de cada cadeia produtiva.
Ele citou como exemplo setores como o leiteiro, o de carnes, a indústria e o varejo, reforçando que cada um possui dinâmicas próprias de funcionamento.
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Siga o Times | CNBCMilan afirmou que a Abras apoia a adoção da escala 5×2, mas defende um modelo considerado “mais moderno e flexível”, que permita ampliar a inclusão no mercado de trabalho sem comprometer a capacidade de contratação do varejo supermercadista.
Segundo o executivo, o setor atualmente soma mais de 300 mil vagas abertas no país. Ele avaliou que a ampliação do regime horista poderia contribuir para reduzir esse déficit, ao permitir maior adaptação entre empresas e trabalhadores.
“Se essas decisões forem tomadas sem uma análise mais técnica e setorial, pode haver impacto direto para o consumidor”, afirmou.
A PEC aprovada pela Câmara prevê uma fase de transição de 14 meses após sua promulgação. O texto também autoriza a criação de uma lei complementar para estabelecer medidas de adaptação voltadas a microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas, desde que sejam preservados os níveis de emprego.
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