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Petrobras entra em ação para tentar evitar recuperação judicial da Braskem; entenda

Publicado 14/07/2026 • 11:26 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Braskem enfrenta uma dívida bilionária e agora depende de uma solução rápida para não entrar em recuperação judicial.
  • Nesse cenário, a Petrobras pode se ver obrigada a ajudar financeiramente a empresa.
  • A estatal detém 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total da Braskem.
Braskem

Foto: Agência Brasil

Petrobras entra em ação para tentar evitar recuperação judicial da Braskem entenda

A Braskem enfrenta uma dívida bilionária e agora depende de uma solução rápida para não entrar em recuperação judicial. Nesse cenário, a Petrobras, uma das principais sócias da petroquímica, pode se ver obrigada a ajudar financeiramente a empresa.

A estatal detém 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total da Braskem. Por isso, já passou a estudar a possibilidade de injetar capital diretamente na companhia, como forma de evitar um processo judicial mais longo.

Leia também: Petrobras anuncia R$ 910 milhões em publicidade para reforçar o papel da empresa no cotidiano dos brasileiros

Por que a Petrobras está se envolvendo?

A questão envolvendo a Braskem não é pequena, já que a dívida da empresa se aproxima de R$ 50 bilhões. Diante disso, a Petrobras intensificou o acompanhamento da situação e passou a atuar de forma mais próxima nas decisões da petroquímica.

Dessa forma, um dos sinais da presença da estatal aconteceu em junho, quando a Braskem escolheu Magda Chambriard, CEO da Petrobras, para presidir o conselho de administração da empresa. Ela assumiu o lugar de Héctor Núñez, executivo ligado à Novonor.

Segundo fontes ouvidas pelo mercado, esse maior envolvimento também aparece em outro movimento, como a contratação da boutique financeira BR Partners para assessorar os conselheiros ligados à estatal nas discussões sobre o futuro da Braskem.

Mudança no plano inicial

Os planos de interferência da estatal na Braskem mudaram, já que a injeção de capital pela Petrobras nem estava nos planos. A ideia inicial era negociar diretamente com os credores, propondo uma recuperação extrajudicial da dívida.

Com isso, essa proposta previa alongar os prazos de pagamento, reduzir as taxas de juros e conceder períodos de carência para a empresa se recuperar aos poucos.

Negativa por parte dos credores

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Entretanto, mesmo com um plano definido, os credores não aceitaram a proposta. A resistência maior girou em torno do corte nos juros, já que a Braskem queria reduzir em dois pontos percentuais a taxa cobrada sobre os instrumentos de dívida sem garantia, mas essa parte do acordo não avançou.

Capacidade financeira da Petrobras

Apesar de estar entre as maiores empresas do país, os números recentes da Petrobras levantam dúvidas sobre o quanto ela poderia investir na petroquímica sem comprometer sua própria saúde financeira.

No primeiro trimestre deste ano, os investimentos da Petrobras somaram US$ 5,1 bilhões (R$ 26,1 bilhões), uma queda de 19,1% em relação ao quarto trimestre de 2025. O fluxo de caixa livre também recuou, com queda de 22,9% nos últimos 12 meses, totalizando R$ 20 bilhões.

Apesar da redução nos números, a Petrobras ainda reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre, um salto de 110% frente ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, o lucro caiu 7,2%. Dessa forma, a estatal ainda pode ser considerada a grande salvadora da Braskem, caso os planos avancem.

Leia também: Ibovespa recua com escalada no Oriente Médio; Petrobras sobe mais de 2%

Guerra do Oriente Médio altera o rendimento da Petrobras

O aumento no lucro líquido da Petrobras pode estar associado a diversos fatores. Entre eles, a guerra no Oriente Médio, que pode ter sido um fator preocupante inicialmente, também se tornou um ponto positivo no caixa da estatal.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã tem gerado uma disparada nos preços do petróleo no mercado internacional. Esse movimento aparece diretamente nas ações preferenciais da Petrobras, que vêm se valorizando na Bolsa de Valores, já que o petróleo é a principal commodity da estatal.

Dessa forma, mesmo com os desafios impostos por conflitos internacionais, a valorização da Petrobras pode ser um fator positivo para auxiliar a estatal no plano de recuperação da Brasken, ainda que a empresa brasileira procure não realizar movimentações financeiras perigosas.

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