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Ações da Adidas disparam durante a Copa; Nike avança pouco e vê rival vencer duelo fora de campo
Publicado 18/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 5 horas
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Publicado 18/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 5 horas
KEY POINTS
Foto: Instagram
As ações da Adidas acumulam alta de cerca de 6% desde o início da Copa do Mundo, em 11 de junho, desempenho que levou os papéis da fabricante alemã ao maior patamar em aproximadamente oito meses.
No mesmo período, a Nike registrou valorização de apenas 1,4%, em um torneio que reforçou o bom momento da marca europeia e evidenciou as dificuldades enfrentadas pela concorrente.
Com as duas seleções finalistas vestindo Adidas e nenhuma representante da Nike na decisão, o mercado financeiro praticamente definiu sua campeã: fora das quatro linhas, a fabricante alemã venceu a “Copa do Mundo” das grandes fornecedoras de material esportivo.
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A decisão do Mundial coroou uma campanha consistente da Adidas dentro e fora dos gramados. A empresa iniciou o torneio como patrocinadora de 14 das 48 seleções participantes, à frente da Nike, que vestia 12 equipes, e da Puma, com 11.
A vantagem ficou ainda mais evidente na final. Enquanto as duas seleções decisivas entraram em campo com uniformes da Adidas, a Nike acompanha o confronto sem representantes, consequência das eliminações precoces de seleções importantes patrocinadas pela marca, como o Brasil, por exemplo.
A disputa, porém, foi mais equilibrada quando o assunto foram as chuteiras. De acordo com agências internacionais, durante a fase inicial da Copa, 232 dos 528 jogadores titulares utilizaram modelos da Nike, contra 218 que optaram por chuteiras da Adidas, demonstrando que a empresa americana ainda mantém forte presença entre os atletas.
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Siga o Times | CNBCO bom desempenho esportivo reflete uma recuperação consistente da Adidas nos negócios. No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou 250 milhões de euros em encomendas de produtos relacionados à Copa do Mundo e espera manter um resultado semelhante no segundo trimestre, impulsionada pelo torneio.
O mercado também acompanha a retomada da participação da empresa no segmento de calçados esportivos. Em junho, a fatia da Adidas chegou a 19,2%, acima dos 16% registrados um ano antes. O avanço ocorre em um momento em que investidores demonstram maior confiança na estratégia da fabricante alemã, refletida na valorização das ações ao longo do Mundial.
Do outro lado, a Nike segue enfrentando um cenário mais desafiador. Apesar de permanecer como líder global no mercado de artigos esportivos, a companhia convive, desde 2024, com desaceleração das vendas, perda de participação em algumas categorias e pressão crescente dos investidores por uma recuperação mais rápida. Em 2026, as ações da empresa acumulam queda de quase um terço.
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A disputa entre Adidas e Nike ultrapassa há décadas os gramados e se estende ao mercado financeiro, ao marketing esportivo e aos grandes contratos de patrocínio. Neste Mundial, a empresa alemã levou vantagem ao transformar sua presença na competição em ganhos de imagem e valorização na Bolsa.
Curiosamente, o torneio também marca uma mudança histórica nessa rivalidade. Pela primeira vez, a Adidas deixará de fornecer os uniformes da seleção da Alemanha, encerrando uma parceria que atravessou gerações e produziu algumas das camisas mais emblemáticas da história do futebol.
O acordo para a troca foi anunciado em 2024. A partir do próximo ciclo, a seleção alemã será vestida justamente pela Nike. Na ocasião, o presidente da Federação Alemã de Futebol, Bernd Neuendorf, afirmou que a empresa americana apresentou a proposta econômica mais vantajosa e convenceu pela visão estratégica.
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