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Caso Master: Polícia Civil revela esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

Publicado 18/07/2026 • 15:38 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Caso Master: Polícia Civil identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC que teria movimentado mais de R$ 49 bilhões.
  • Entre os investigados está o doleiro Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelas autoridades como operador financeiro da facção no exterior.
  • Shimada se tornou o primeiro brasileiro sancionado pelos Estados Unidos por suspeita de ligação com o PCC e está foragido da justiça.

O Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc), da Polícia Civil de São Paulo (SP), identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) que teria movimentado mais de R$ 49 bilhões.

A investigação cita o doleiro Victor Henrique de Oliveira Shimada e o Banco Master como parte da estrutura financeira supostamente utilizada pela facção.

Shimada é apontado pelos investigadores como operador financeiro do PCC. O suspeito se tornou o primeiro brasileiro sancionado pelos Estados Unidos por suspeita de atuar na movimentação internacional de recursos da organização criminosa e está foragido desde a Operação Exchange, deflagrada em julho, pela Polícia Federal.

Segundo o Denarc, a empresa de Shimada, a Victory Trading Inter de Negócios, Cobranças e Tecno, recebia e redistribuía recursos ligados ao esquema. Já o Banco Master é citado pelos investigadores como uma das instituições utilizadas para o escoamento desses valores.

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As conclusões constam de um relatório de 255 páginas obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo. O documento afirma que a empresa de Shimada funcionava como um “bolsão de recebimento e escoamento de recursos” e inclui o Banco Master entre as empresas e instituições analisadas na investigação. Não há condenações sobre os fatos narrados.

Operação Saturno

A investigação teve início com a prisão em flagrante de Alexsandro Freitas Faria, o “Leko”, apontado pela Polícia Civil como integrante do PCC e responsável pelo tráfico interestadual de cocaína. Durante a operação, foram apreendidas drogas, cerca de R$ 100 mil em dinheiro e telefones celulares.

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A perícia nos aparelhos levou os investigadores a identificar outros suspeitos apontados como líderes do esquema de abastecimento do tráfico: Jean Carlos Guimar de Araújo, o “Mogli”, Pedro Paulo Takahashi Santana, o “Pedroca”, e Paulo Henrique Bergamaschi Bernardes, o “PH”. As defesas deles não haviam se manifestado até a publicação das informações.

R$ 49 bilhões em movimentações

Com o avanço das diligências, o Denarc solicitou um Relatório de Inteligência Financeira (RIF), que identificou movimentações superiores a R$ 49 bilhões nas contas analisadas.

Segundo a investigação, a rede era formada por empresas reais e de fachada que recebiam valores do tráfico e os transferiam sucessivamente para outras pessoas jurídicas, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

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O relatório afirma que parte dos recursos era direcionada a fundos de investimento, empresas de capital aberto, organizações sem fins lucrativos, plataformas de pagamento e operações com criptomoedas, ampliando a complexidade do fluxo financeiro.

Para a Polícia Civil, esse modelo permitia acelerar os pagamentos entre integrantes da facção, ocultar a origem do dinheiro e financiar novas operações criminosas.

O relatório acrescenta que investigações recentes também identificaram fundos de investimento supostamente ligados ao PCC, indicando uma estratégia de inserção de recursos ilícitos em estruturas do mercado financeiro por meio de operadores especializados.

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