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Banco Central mantém taxa de juros em 15% ao ano pela 5ª vez consecutiva

Publicado 28/01/2026 • 18:32 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Copom manteve a Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026, marcando a quinta decisão consecutiva de manutenção da taxa nesse patamar.
  • A Selic foi elevada para 15% em julho do ano passado e permanece neste nível desde então, com o mercado atento ao conteúdo do comunicado para sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.
  • Mais cedo, o Federal Reserve também anunciou a manutenção da taxa básica de juros entre 3,50% a 3,75% ao ano nos Estados Unidos.

Como esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) manteve, nesta quarta-feira (28), a taxa básica de juros em 15% ao ano, na primeira reunião do colegiado de 2026. É a quinta vez consecutiva que a Selic permanece nesse patamar, em seu maior nível em quase 20 anos.

O mercado agora avalia o teor do comunicado do BC e novas diretrizes de cortes em março. Em julho do ano passado, a autarquia elevou a Selic para 15% e, desde então, optou por manter o nível nas quatro reuniões seguintes.

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Mais cedo, na primeira Superquarta do ano, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também anunciou a manutenção da taxa básica de juros entre 3,50% a 3,75% ao ano nos Estados Unidos.

No comunicado, o Banco Central destacou que o ambiente externo segue incerto, influenciado pela política econômica dos Estados Unidos e por tensões geopolíticas, o que exige cautela adicional de países emergentes. No cenário doméstico, o Copom avaliou que a atividade econômica mostra moderação, enquanto o mercado de trabalho segue resiliente e a inflação, embora em desaceleração, permanece acima da meta.

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As expectativas de inflação seguem desancoradas. A pesquisa Focus aponta projeções do IPCA de 4% para 2026 e 3,8% para 2027, enquanto a projeção do Copom para o terceiro trimestre de 2027 é de 3,2%. O comitê afirmou que os riscos para a inflação permanecem elevados, tanto para cima quanto para baixo, diante de fatores como câmbio, inflação de serviços, desaceleração global e preços das commodities.

Apesar do tom ainda cauteloso, o comunicado veio em tom levemente dovish, ao sinalizar a possibilidade de início da flexibilização da política monetária já na próxima reunião em março, embora o BC tenha reforçado que vai manter o grau de restrição necessário para assegurar a convergência da inflação à meta.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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