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BC prepara nova fase do Pix com integração internacional e garantia para crédito
Publicado 11/08/2026 • 09:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/08/2026 • 09:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Número de transações com Pix cai 10% após proibição de bets
O Banco Central (BC) prepara uma nova etapa do Pix, com projetos para conectar o sistema a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países e permitir que valores a receber pelo Pix sejam usados como garantia em operações de crédito.
As iniciativas estão no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado nesta segunda-feira (10). A agenda para os próximos anos também prevê pagamentos por aproximação sem internet, novas formas de cobrança e medidas adicionais de prevenção a golpes e fraudes.
O documento reúne projetos em diferentes estágios de desenvolvimento. O BC não estabelece uma data para o lançamento da integração internacional nem para o uso dos recebíveis como garantia de crédito.
Leia também: Pix amplia presença no exterior; veja onde brasileiros já podem pagar
Na frente internacional, o Banco Central avalia conectar diretamente o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições. As discussões envolvem tanto integrações entre dois países quanto estruturas capazes de interligar sistemas de diferentes mercados.
A proposta permitiria realizar remessas internacionais e pagamentos de compras com a disponibilização dos recursos na moeda local em poucos segundos.
O modelo seria diferente das soluções que já permitem aos brasileiros pagar compras no exterior pelo Pix. Atualmente, essas operações dependem de parcerias privadas entre instituições brasileiras e estrangeiras e não utilizam a infraestrutura do Pix para realizar transferências internacionais.
Nesses casos, o consumidor faz um Pix em reais para uma instituição no Brasil. Depois, a remessa ao exterior é realizada pelos mecanismos tradicionais, e o estabelecimento recebe os recursos em moeda local.
Outra frente estudada pelo Banco Central é permitir que os valores que as empresas esperam receber no futuro pelo Pix sejam utilizados como garantia em operações de crédito.
A proposta prevê integrar esses fluxos às operações de financiamento. Segundo o BC, o uso de recebíveis pode melhorar a qualidade das garantias e reduzir o custo do crédito, especialmente para empresas que utilizam intensamente o Pix para receber pagamentos.
O relatório também prevê ampliar a integração do sistema com as duplicatas escriturais. A proposta é permitir o pagamento desses títulos pelo Pix, com liquidação em tempo real e conciliação automática das operações.
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Siga o Times | CNBCA agenda inclui ainda o avanço do Pix por aproximação para situações em que o dispositivo usado no pagamento esteja sem conexão à internet.
O BC avalia uma estrutura que permita iniciar essas operações por meio da tecnologia NFC. Além dos celulares, o modelo poderá abranger outros dispositivos, como cartões, relógios e pulseiras.
Outra frente é a padronização da cobrança híbrida, na qual a mesma cobrança permite ao pagador escolher entre o código de barras do boleto e o QR Code do Pix.
O Banco Central também prevê novas evoluções do Pix Automático e maior integração do sistema com outros serviços financeiros.
Na área de segurança, o BC discute padronizar os alertas de golpe exibidos pelas instituições antes da confirmação de determinadas transferências e estabelecer critérios mínimos para esses avisos.
O Banco Central também trabalha em novas ferramentas para identificar e restringir transações com indícios de fraude.
Outra discussão envolve o campo destinado à descrição das transferências. Segundo o BC, a ferramenta, criada para registrar informações sobre o pagamento, tem sido utilizada, em alguns casos, para o envio de mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, inclusive por meio de transferências de valores irrisórios.
Um grupo de trabalho do Fórum Pix discute alternativas para coibir esse tipo de uso. O Banco Central poderá adotar medidas regulatórias com base nas conclusões do grupo.
A nova agenda é apresentada após o Pix completar cinco anos de funcionamento. Em 2025, foram realizadas quase 80 bilhões de transações, com movimentação superior a R$ 35 trilhões.
Segundo o Banco Central, 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas fizeram ou receberam pelo menos um Pix no período. A quantidade de pessoas representa cerca de 86% da população adulta brasileira.
Atualmente, há mais de 920 milhões de chaves Pix cadastradas, referentes a mais de 162 milhões de pessoas e mais de 16 milhões de empresas.
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