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Brasil avança na estruturação do mercado regulado de carbono
Publicado 22/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 22/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O Brasil avança na consolidação de seu mercado de carbono regulado com a estruturação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), etapa vista como essencial para a sustentabilidade econômica, disse Tatiana Sasson, Head de Impacto da Lightrock, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A especialista explicou que o país vive atualmente uma fase de organização técnica para que o sistema funcione plenamente nos próximos anos: “Estamos nessa fase ainda mais de preparação para entrar numa fase de reporte para aí sim começar a ter essas cotas que no início não vão ser onerosas, ou seja, vão ser cotas de graça pra gente testar o mercado do funcionamento e aí sim começar a ter custo”, detalhou.
O principal foco do projeto de lei aprovado é garantir que a descarbonização não comprometa o crescimento industrial e a competitividade do país frente a players estrangeiros: “O que o projeto de lei prevê é que todo o valor que for arrecadado por essas cotas, ele vai ser reinvestido na indústria, seja através do fundo clima ou processos de incentivo, porque é um ponto muito importante manter um balanço entre a competitividade e a necessidade de carbonização”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCTatiana Sasson alertou para o risco de penalizar excessivamente a produção nacional, citando como exemplo o setor siderúrgico e a concorrência externa: “O que a gente quer é, não quero o aço chinês entrando no Brasil porque ficou muito caro produzir aqui porque a gente tem que pagar cotas referentes a emissões. É um balanço ali de você dar um incentivo correto e também os incentivos monetários para que a indústria consiga investir”, disse.
Sobre o cenário geopolítico, ela destacou que conflitos internacionais reforçam a necessidade de proteger as cadeias de suprimento locais, assim como ocorreu no mercado europeu: “A guerra reforça ainda mais que quando você tá falando de mercado regulado, você não pode de forma alguma penalizar a indústria local. O exemplo da Europa é perfeito nisso, pois entraram questões de segurança energética e alimentar que fizeram com que eles aumentassem o direito de poluir para não penalizar a indústria local”.
Por fim, a especialista observou que a flutuação de preços na Europa, onde a cota chegou a 100 € (R$ 583,77) e hoje está entre 60 € (R$ 350,26) e 70 € (R$ 408,64), serve de lição para o modelo brasileiro: “O que aconteceu na Europa foi que todos esses fatores entraram na conta e fizeram com que ela não conseguisse chegar lá no valor previsto. Ela teve que manter uma confiabilidade da indústria local frente a essa disrupção das cadeias de suprimento globais”.
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