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Brasil quer ampliar lista de exceções do tarifaço e aposta em novos acordos comerciais
Publicado 13/08/2025 • 20:28 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 13/08/2025 • 20:28 | Atualizado há 8 meses
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Para tentar minimizar os impactos da imposição da tarifa de 50% de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sobre produtos brasileiros, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços trabalha ao lado do setor privado para ampliar as exceções à nova taxa. A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, declarou à Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara, nesta quarta-feira (13), que a estratégia envolve também a aceleração de acordos comerciais com outros países.
O governo busca eliminar restrições, como a que limita a entrada de certos equipamentos apenas quando destinados ao setor aeronáutico. Além disso, a secretária destacou que, diante da instabilidade provocada pelas mudanças tarifárias, é fundamental fortalecer relações baseadas em regras. Ela citou, inclusive, negociações em andamento entre o Mercosul, países como Singapura, União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio, além de avanços em acordos para viabilizar exportações ao Vietnã e à Turquia.
Segundo Prazeres, negociações com a União Europeia e o Reino Unido estão avançadas para reabrir o mercado de pescado brasileiro nesses destinos. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, planeja visitar o México no fim deste mês, acompanhado de empresários, com o objetivo de buscar novos mercados para produtos que agora devem enfrentar maior dificuldade nos EUA. Ela alertou que empresas instaladas especialmente no Sul do Brasil, voltadas para atender demandas específicas do mercado norte-americano, serão fortemente afetadas pela tarifa.
Entre os estados, São Paulo lidera em volume de exportações aos Estados Unidos, enquanto o Ceará destina quase 45% de suas vendas externas ao mercado norte-americano, seguido por Espírito Santo e Paraíba. Prazeres chamou atenção para a contradição de empresas multinacionais estadunidenses sediadas no Brasil, que agora enfrentarão obstáculos para exportar aos próprios Estados Unidos. “Há muito comércio intrafirma, o que evidencia a falta de lógica econômica dessas barreiras comerciais”, afirmou.
A secretária mencionou ainda o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos, que, segundo dados americanos, teria alcançado US$ 28 bilhões (R$ 151,2 bilhões) em 2024, enquanto a tarifa média de importação cobrada pelo Brasil do país é de apenas 2,73%. O governo brasileiro prepara uma defesa para a “investigação 301” aberta pelo governo dos EUA, que questiona práticas como a criação do Pix. A defesa será enviada em 18 de agosto, e representantes do Brasil viajarão aos EUA em setembro para dar continuidade ao processo.
Parlamentares presentes na audiência relataram impactos em setores importantes para seus estados. O deputado Valdir Cobalchini (MDB-SC) destacou as dificuldades enfrentadas pelo setor moveleiro, que emprega tecnologia avançada e mão de obra qualificada, mas depende do mercado norte-americano. Gilson Daniel (Pode-ES) citou preocupação com produtos agrícolas, como café e frutas. Alexandre Guimarães (MDB-TO) reforçou a necessidade de diversificar mercados e fortalecer a soberania comercial brasileira. Já Vitor Lippi (PSDB-SP) alertou para o risco de fechamento de cerca de 150 indústrias em São Paulo, já que de 40% a 70% do faturamento dessas empresas dependem das exportações para os Estados Unidos — o que pode comprometer 120 mil empregos.
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