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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dow diz que gargalo no Estreito de Ormuz pode levar vários meses para ser resolvido

Publicado 23/04/2026 • 21:14 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Jim Fitterling, CEO da Dow, disse à CNBC que o gargalo logístico no Estreito de Ormuz pode levar 275 dias ou mais para ser resolvido.
  • Fechamento da passagem impactou 20% da capacidade global de petróleo e cerca de 50% da produção global de etileno e polietileno, segundo o executivo.
  • Desequilíbrio na cadeia petroquímica provocou alta de preços e ajudou a sustentar os resultados da Dow no primeiro trimestre.

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O CEO da Dow, Jim Fitterling, afirmou em entrevista exclusiva à CNBC que a normalização do fluxo logístico no Estreito de Ormuz pode levar muito mais tempo do que o mercado espera, mesmo que a passagem seja reaberta imediatamente.

“Alguns cenários que fizemos indicam que, mesmo que o estreito fosse reaberto hoje, apenas para desfazer o gargalo logístico levaria 275 dias, talvez mais agora”, disse o executivo ao apresentador Jim Cramer nesta quinta-feira (23).

O Estreito de Ormuz foi praticamente fechado no início de março após o início da guerra no Irã, o que provocou grande entrave nos fluxos globais de energia e petroquímicos. Segundo Fitterling, a volta à normalidade será lenta e operacionalmente complexa.

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“É preciso trazer os navios vazios de volta. Precisamos limpar o estreito e o Golfo Árabe. Temos que trazer os navios vazios de volta”, afirmou Fitterling. “Isso não será resolvido em um mês ou dois. Vai levar vários trimestres até que as coisas voltem ao normal.”

O choque inicial foi significativo para o mercado petroquímico, no qual a Dow é uma das principais empresas. “Quando o Estreito de Ormuz fechou, 20% da capacidade global de petróleo foi interrompida, mas cerca de 50% da produção global de etileno e polietileno foi impactada”, disse, citando dois insumos usados na fabricação de plásticos presentes no dia a dia.

O executivo acrescentou que o ponto de passagem é essencial para as cadeias petroquímicas. Cerca de 40% da nafta usada na produção asiática e europeia passa pelo estreito, o que apertou a oferta quase imediatamente. Derivada do petróleo, a nafta é uma matéria-prima importante para a produção de plásticos e outros produtos químicos.

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Esse desequilíbrio provocou forte alta nos preços. “Vimos um aumento de US$ 0,10 por libra em março, mais US$ 0,30 em abril e outros US$ 0,20 previstos para maio”, afirmou. “Não víamos uma elevação de preços desse tipo há mais de uma década.”

O movimento de preços ajudou a sustentar os resultados mais recentes da Dow. A companhia reportou receita sólida e prejuízo menor do que o esperado no balanço do primeiro trimestre, divulgado em 23 de abril. As ações acumulam alta de cerca de 65% no ano.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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