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Brasil tem 2ª maior saída líquida de dólares da história, apesar da valorização do real
Publicado 08/01/2026 • 07:15 | Atualizado há 22 horas
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Publicado 08/01/2026 • 07:15 | Atualizado há 22 horas
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O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central. O fluxo cambial total ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, volume inferior apenas ao observado em 2019, quando a evasão somou US$ 44,768 bilhões.
Apesar do resultado expressivo, o real se valorizou ao longo do ano, sustentado por juros elevados no Brasil e pelo enfraquecimento global do dólar, que favoreceu posições compradas na moeda brasileira.
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O desempenho negativo foi puxado principalmente pelo canal financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2024. Esse canal inclui investimento estrangeiro direto e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras.
Já o canal comercial registrou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, insuficiente para compensar a forte fuga de capital financeiro. O saldo positivo ficou abaixo do pico de 2007 e também menor que o observado em 2024.
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Segundo o BC, o principal fator para a menor entrada de dólares pela via comercial foi o avanço das importações. O volume de câmbio contratado para compras externas alcançou US$ 238 bilhões, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2022.
As exportações somaram US$ 287,5 bilhões no ano. Diferentemente da balança comercial, que considera apenas exportações e importações efetivadas, o fluxo cambial inclui pagamentos antecipados e adiantamentos de contratos de câmbio.
Mesmo com a saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real apreciou-se em 2025. Juros elevados no mercado doméstico e a queda do dólar no exterior estimularam operações no mercado de derivativos, compensando o fluxo negativo no mercado físico.
O Banco Central teve atuação limitada no mercado à vista, realizando apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão cada, por meio do mecanismo conhecido como “casadão”. Nessas operações, o BC vende dólares das reservas internacionais e, simultaneamente, compra dólares no mercado futuro via swaps cambiais reversos, aliviando a taxa de juros em dólar sem impacto direto no câmbio.
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Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, abaixo da saída de US$ 27 bilhões registrada no mesmo mês de 2024. O resultado refletiu uma saída de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.
Tradicionalmente marcado por remessas de dividendos, dezembro de 2025 teve envios intensificados por empresas e investidores que se anteciparam ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributada a partir de janeiro de 2026.
(*com informações da Agência Brasil)
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