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Caixa inicia greve nacional; paralisação no Banco do Brasil atinge parte do país
Publicado 10/09/2026 • 16:56 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/09/2026 • 16:56 | Atualizado há 2 meses
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Valter Campanato / Agência Brasil
Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), enquanto trabalhadores do Banco do Brasil aderiram à paralisação somente em determinadas bases sindicais. As mobilizações refletem impasses que permaneceram mesmo após a conclusão da negociação geral da categoria bancária.
Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e representantes dos trabalhadores assinaram uma nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O documento estabelece as condições gerais para bancários de todo o país, mas Caixa e BB também possuem negociações específicas com seus funcionários.
Pela convenção, salários terão a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) integralmente reposta, além de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. A correção também alcança itens como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outros auxílios.
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Na Caixa, os funcionários decidiram cruzar os braços depois de rejeitarem a proposta para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da instituição.
De acordo com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais recusaram a proposta apresentada pelo banco.
Um dos principais focos do impasse é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A categoria também reivindica mudanças em outros pontos do acordo específico, discutido com a instituição desde junho.
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As negociações foram retomadas, com uma nova rodada prevista para esta quinta. Mesmo assim, a orientação sindical é pela continuidade da greve até que eventuais mudanças na proposta sejam levadas novamente às assembleias dos trabalhadores.
Em nota, a Caixa declarou que “mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”.
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, foram realizadas 13 rodadas de negociação ao longo de mais de dois meses até a assinatura da convenção geral. Os empregados da Caixa, entretanto, ainda reivindicam alterações nas cláusulas específicas do acordo com o banco.
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Entre os assuntos discutidos estão a implementação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), relacionada à segurança e à saúde no trabalho, medidas contra metas consideradas abusivas e iniciativas destinadas à melhoria das condições no ambiente profissional.
A situação é diferente no Banco do Brasil, onde não há uma greve nacional. A paralisação está concentrada nas bases sindicais que rejeitaram a proposta apresentada aos funcionários.
Cerca de 60 entidades sindicais não aprovaram o acordo. Entre as localidades com rejeição estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Em outras regiões, a proposta recebeu aval dos trabalhadores.
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O Banco do Brasil informou que participa das negociações gerais conduzidas pela Fenaban e, paralelamente, mantém uma mesa específica com representantes sindicais para tratar das demandas próprias de seus funcionários.
“Para a data-base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país”, declarou o banco em nota.
A nova CCT permanecerá em vigor até 31 de agosto de 2028 e alcança aproximadamente 414 mil trabalhadores em cerca de 3,6 mil municípios brasileiros. A convenção reúne 171 bancos e foi assinada por 245 entidades sindicais.
Além do reajuste salarial pelo INPC acrescido de 0,6% de aumento real, as condições negociadas abrangem PLR, vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche ou babá.
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O acordo também estabelece medidas voltadas à saúde mental dos funcionários, prevenção e combate ao assédio e direito à desconexão após o expediente. Há ainda regras para aumentar a transparência e estabelecer limites ao monitoramento digital dos trabalhadores.
Outra medida prevê um programa de qualificação e recolocação profissional. Também foram negociadas mudanças nas indenizações destinadas a empregados de bancos privados dispensados devido ao encerramento de agências.
Com a paralisação, Caixa e Banco do Brasil recomendam que os clientes utilizem prioritariamente aplicativos, internet banking e canais de autoatendimento.
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Na Caixa, permanecem disponíveis o aplicativo do banco, Caixa Tem, internet banking, WhatsApp Caixa, caixas eletrônicos, Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui.
O atendimento telefônico pode ser feito pelo 4004-0104, nas capitais e regiões metropolitanas, ou pelo 0800-104-0104, nas demais localidades.
Clientes do Banco do Brasil também continuam tendo acesso ao aplicativo, internet banking, correspondentes bancários, WhatsApp e Central de Relacionamento. Os números são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para outras localidades.
A greve, por si só, não interrompe o pagamento de benefícios. Operações disponíveis nos meios digitais e eletrônicos continuam funcionando, enquanto serviços que exigem atendimento presencial podem sofrer impacto de acordo com a adesão dos funcionários de cada agência.
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