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Calendário econômico da semana: IPCA-15 e Relatório de Política Monetária testam a confiança no ciclo de queda dos juros

Publicado 22/03/2026 • 15:44 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ata do Copom, IPCA-15 e Relatório de Política Monetária devem definir a leitura do mercado sobre os próximos passos da Selic.
  • Investidores buscam sinais sobre desaceleração da atividade, inflação de serviços e impactos da guerra no Oriente Médio.
  • PMIs globais ajudam a medir o ritmo da economia internacional em meio à maior aversão a risco.
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Calendário

A semana entre os dias 23 e 27 de março terá a política monetária novamente no centro das atenções, em um cenário ainda influenciado pela guerra no Oriente Médio e por seus possíveis impactos sobre inflação, atividade econômica e juros.

No Brasil, o foco principal estará na ata do Copom, na terça-feira (24), no Relatório de Política Monetária, na quinta-feira (26), e no IPCA-15 (prévia da inflação) também na quinta, dados que devem orientar a leitura do mercado sobre os próximos passos do Banco Central (BC).

A expectativa dos agentes é entender melhor por que o BC optou por reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual e não em 0,50, além de avaliar se esse movimento sinaliza continuidade do ciclo de cortes ou uma postura mais cautelosa daqui para frente.

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Confira o calendário econômico da semana

DataPaísEvento/IndicadorProjeção/Referência
23/03BrasilBoletim FocusAtualização das projeções de inflação, Selic, câmbio e PIB
24/03BrasilAta do CopomPrincipal documento da semana para entender o corte da Selic
24/03EUA/Europa/Reino UnidoPMIs preliminares de marçoTermômetro da atividade global
26/03BrasilRelatório de Política MonetáriaDetalha a leitura do BC sobre inflação, atividade e cenário externo
26/03BrasilIPCA-15 de marçoPrincipal dado de inflação da semana
27/03BrasilIGP-M de marçoSinal adicional sobre inflação
27/03BrasilPNAD Contínua/taxa de desempregoTermômetro do mercado de trabalho

Ata do Copom será o principal guia para a curva de juros

A ata do Copom deve ser o documento mais acompanhado da agenda doméstica. Para Leandro Manzoni, economista e analista do InfoEconomics, agentes de mercado e investidores vão buscar no texto a justificativa para o corte da Selic de 15% para 14,75% e, principalmente, o que essa decisão sinaliza para as próximas reuniões.

“O tema central da semana será a ata do Copom. Economistas e investidores vão buscar no documento a justificativa para a redução da Selic de 15% para 14,75% — e, sobretudo, compreender por que o Copom optou por 25 pontos-base em vez de 50, ou por que não manteve a taxa inalterada”, afirma.

Na avaliação dele, o foco do mercado deve recair sobre três frentes: a leitura do Banco Central sobre a desaceleração da atividade econômica, o comportamento da inflação de serviços e os possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira. A discussão sobre o significado da “calibração” da política monetária tende a ser central para a curva de juros nesta semana.

Alex André, economista e analista de Corporate Access da MZ Group, também vê a ata como o principal evento da agenda e diz que o documento será decisivo para o mercado entender se o corte de 0,25 ponto abre espaço para mais um movimento da mesma magnitude.

“O mercado quer entender desse corte de juros de 0,25 o que vai traduzir em relação aos próximos passos do Banco Central e se, de fato, ele vai indicar um novo corte de 0,25 para o mercado”, diz.

André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, avalia que a ata pode vir em tom mais duro do que o comunicado do Copom, justamente por detalhar melhor as preocupações da autoridade monetária com a inflação prospectiva e com o choque recente do petróleo.

Leia também: Dólar dispara e fecha a R$ 5,30 com busca de investidores por proteção diante da guerra

IPCA-15 e Relatório de Política Monetária testam a confiança no ciclo de queda

Na quinta-feira, o mercado terá dois eventos centrais em sequência: o Relatório de Política Monetária e o IPCA-15 de março. O relatório deve funcionar como uma espécie de bússola para os investidores, ao detalhar a visão do BC sobre os dados econômicos no Brasil e no exterior, enquanto a prévia da inflação servirá como teste imediato para medir o espaço para novos cortes de juros.

“O IPCA-15, que é a prévia da inflação, já mostra uma expectativa do mercado. Se a inflação já começar a mostrar uma resiliência, ou seja, não apresentar uma queda, pode trazer preocupação sobre se o Banco Central vai ter mais confiança em cortar juros”, afirma Alex André.

Ao mesmo tempo, a leitura de Galhardo é de que o IPCA-15 ainda pode mostrar continuidade do processo de desinflação, mesmo em um ambiente externo mais pressionado.

Mercado de trabalho e atividade completam a agenda doméstica

Na sexta-feira (27), a PNAD Contínua e o IGP-M completam a agenda brasileira. A taxa de desemprego deve ajudar a medir o fôlego da atividade, enquanto o IGP-M oferece um sinal adicional sobre a dinâmica de preços ao produtor e no atacado.

Galhardo avalia que os dados devem apontar algum arrefecimento, mas sem deterioração mais forte. Para ele, a combinação desses indicadores com a ata e o IPCA-15 tende a ser importante para consolidar a percepção do mercado sobre o ritmo da economia brasileira no início do segundo trimestre.

PMIs globais ajudam a medir o pano de fundo externo

No exterior, a terça-feira (24) concentra a divulgação dos PMIs preliminares nas principais economias desenvolvidas. Os índices devem oferecer um retrato mais atualizado do ritmo de atividade em meio à escalada das tensões geopolíticas e à reprecificação das expectativas para juros.

Manzoni observa que o mercado vai avaliar, ao mesmo tempo, como a guerra foi incorporada aos modelos do Banco Central brasileiro e como os dados internacionais podem reforçar um ambiente mais cauteloso para ativos de risco. Esse pano de fundo externo não substitui a importância da agenda local, mas pode amplificar a sensibilidade dos investidores aos dados domésticos ao longo da semana.

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