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Canadá e Mercosul querem fechar acordo de livre comércio até 2026
Publicado 28/12/2025 • 15:59 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 28/12/2025 • 15:59 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Lula, presidente do Brasil, e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá
Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
Canadá e o Mercosul trabalham para concluir um acordo de livre comércio até o fim de 2026, em um movimento impulsionado pelo avanço do protecionismo dos Estados Unidos e pela busca de novos parceiros comerciais fora da órbita americana.
Segundo o jornal britânico Financial Times, as negociações entre o Canadá e o bloco sul-americano foram retomadas em outubro, após terem sido iniciadas originalmente em 2018 e interrompidas três anos depois, durante a pandemia de Covid-19.
A retomada ocorre em um contexto de tarifas elevadas impostas por Washington, que atingiram tanto o Canadá quanto países do Mercosul, como o Brasil, reacendendo o interesse por acordos que diversifiquem fluxos comerciais e reduzam a dependência do mercado americano.
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“Junto com nossos parceiros, estamos trabalhando ativamente para concluir essas negociações dentro do próximo ano”, afirmou o ministro do Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, que esteve em Brasília em agosto para se reunir com autoridades. O objetivo também foi confirmado por representantes de outros países envolvidos nas conversas.
Entre os países do Mercosul, o Brasil é o principal parceiro comercial do Canadá. O comércio bilateral de bens entre os dois países somou US$ 12,7 bilhões em 2024, valor expressivo, mas ainda pequeno quando comparado aos mais de US$ 760 bilhões em mercadorias trocadas anualmente entre Canadá e Estados Unidos.
Autoridades ouvidas pelo Financial Times afirmam que a política comercial protecionista dos EUA, associada ao “America First”, foi determinante para a retomada das negociações entre Canadá e Mercosul.
O Canadá foi atingido por tarifas rigorosas em setores altamente integrados às cadeias americanas, como madeira, aço, alumínio e indústria automotiva. Já o Brasil enfrentou, em 2025, uma tarifa de importação de 50% imposta pelos EUA, retirada para alguns produtos específicos.
A ministra da Indústria do Canadá, Mélanie Joly, afirmou que o país busca ampliar sua rede de acordos comerciais para reduzir a dependência dos Estados Unidos. “Temos muitos acordos que funcionam bem no papel, mas nossas empresas nem sempre exportam para esses mercados. Precisamos avançar nisso”, disse.
Apesar do otimismo oficial, há ceticismo em relação à viabilidade e à velocidade de um acordo entre Canadá e Mercosul. Especialistas destacam a sobreposição de exportações, já que ambos competem globalmente em diversos produtos primários.
Para o advogado especializado em comércio internacional Barry Appleton, canadenses têm sido lentos em explorar oportunidades na América Latina. “Um dos problemas é que Canadá e Mercosul competem para vender muitos dos mesmos produtos básicos nos mercados globais”, afirmou.
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De acordo com pessoas envolvidas diretamente nas negociações, o objetivo é eliminar tarifas sobre a maior parte dos bens. Desde o encontro entre os negociadores-chefes em outubro, grupos de trabalho vêm se reunindo com frequência para discutir temas como tarifas, pequenas e médias empresas e medidas antidumping.
Autoridades indicam que o foco é fechar um acordo viável rapidamente, mesmo que não seja abrangente em todos os temas. Novas rodadas presenciais estão previstas para o início de 2026.
O avanço das negociações ocorre em paralelo ao acordo entre Mercosul e União Europeia, que voltou a ser adiado após protestos de agricultores europeus. Bruxelas afirma que espera concluir esse tratado no início de 2026.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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