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Julgamento sobre delações no STF expõe Moraes e levanta suspeitas de “autoproteção”
Publicado 09/04/2026 • 13:33 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 09/04/2026 • 13:33 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A decisão do ministro do Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de liberar para julgamento uma ação que pode impor limites às delações premiadas reacendeu o debate sobre o alcance do instrumento e, sobretudo, sobre o momento escolhido para sua análise.
Para o professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense, Gustavo Sampaio, embora o tema faça sentido do ponto de vista jurídico, o “timing” da decisão fragiliza a imagem da Corte.
Segundo ele, o Judiciário deve adotar “um padrão comportamental baseado em julgamentos técnicos, julgamentos isentos, exatamente para que haja respeito pela sociedade”.
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Siga o Times | CNBCA ação em discussão trata da validade de colaborações premiadas firmadas a partir de prisões que posteriormente sejam consideradas ilegais. “Se a prisão tem o pecado original do vício da nulidade, então aquela colaboração também tem que ser considerada nula. É isso que está sendo submetido a julgamento”, explicou.
De acordo com Sampaio, o entendimento técnico é que uma colaboração não deve ser celebrada com base em prisão arbitrária. “Toda vez que uma colaboração premiada for feita numa prisão que depois se verificar como uma prisão arbitrária, uma prisão ilegal, então a colaboração não terá valor.”
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O problema, na avaliação do professor, não é o mérito jurídico, mas o momento escolhido para o julgamento. “Perante o corpo social, fica aquela impressão de um certo casuísmo, de um certo oportunismo”, disse. Ele avalia que a decisão pode ser interpretada como tentativa de “autoproteção”, diante de possíveis impactos de futuras colaborações premiadas.
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