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Banco Master: FGC aprova plano para cobrir rombo provocado por banco de Vorcaro
Publicado 10/02/2026 • 17:12 | Atualizado há 42 minutos
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Publicado 10/02/2026 • 17:12 | Atualizado há 42 minutos
KEY POINTS
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou, nesta terça-feira (10), um pacote emergencial para recompor o caixa após o impacto financeiro provocado pela liquidação do Banco Master. A meta é fortalecer a liquidez do fundo já nos primeiros meses do ano, diante do volume elevado de recursos mobilizados para cobrir credores da instituição.
Segundo relatos de bastidores, a estratégia envolve a antecipação de contribuições que os bancos fariam ao longo dos próximos anos. A ideia é adiantar, de imediato, o equivalente a cinco anos de aportes ao fundo, divididos em três parcelas mensais.
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O cronograma ainda prevê novos adiantamentos: mais 12 meses de contribuições em 2027 e outros 12 meses em 2028, o que, na prática, representaria sete anos de pagamentos antecipados.
Além disso, as instituições financeiras avaliam elevar temporariamente o valor das contribuições mensais ao FGC, com aumentos extraordinários que podem variar entre 30% e 60% por pelo menos cinco anos.
Pelas regras atuais, os bancos associados recolhem 0,01% ao mês sobre o total de instrumentos financeiros cobertos pela garantia. No caso dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), as alíquotas são maiores e variam conforme a estrutura das emissões.
Outra proposta em debate dentro do setor é direcionar parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista para reforçar o caixa do fundo. A medida, porém, depende de autorização do Banco Central do Brasil, que ainda não se manifestou sobre o tema.
Até o momento, o fundo já desembolsou cerca de R$ 36 bilhões de um total superior a R$ 40 bilhões previstos para ressarcir credores do Master. Ainda falta iniciar os pagamentos relacionados ao Will Bank, que integrava o conglomerado e teve a liquidação decretada posteriormente. Nesse caso, a estimativa é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões em garantias.
O restante das perdas está associado a linhas de crédito concedidas pelo próprio FGC a empresas do grupo.
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Entre as discussões preliminares, estão medidas para ampliar a fiscalização da qualidade dos balanços das instituições associadas, restringir níveis excessivos de alavancagem e reduzir a concentração de distribuição de produtos em poucas plataformas.
Para parte dos banqueiros, o FGC acabou sendo usado de forma distorcida nos últimos anos. Na semana passada, o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, afirmou que “algumas plataformas usaram o FGC como modelo de alavancagem do negócio, viabilizando modelos de negócio não sustentáveis”.
O FGC evitou detalhar as alternativas em análise. Em nota, afirmou que discute a recomposição da liquidez com as instituições associadas e com o BC. “As discussões estão em andamento e uma deliberação deverá ocorrer no curto prazo”, declarou.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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