Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Após recorde, Ibovespa B3 fecha em queda; dólar tem leve alta
Publicado 10/02/2026 • 18:06 | Atualizado há 1 mês
Mais três navios são atingidos no Golfo Pérsico enquanto o Irã alerta para petróleo a US$ 200
Plano de liberação recorde de petróleo indica que guerra no Oriente Médio pode durar meses
Boom e queda das ações de empresas de memória chegam ao fim com avanço da IA
Trump diz que vai usar Reserva Estratégica de petróleo para reduzir custos de energia na guerra contra o Irã
Ford lança nova IA para impulsionar Pro, um negócio comercial bilionário
Publicado 10/02/2026 • 18:06 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Após conquistar recordes de fechamento, o Ibovespa B3 teve um pregão de ajuste e devolveu os ganhos nesta terça-feira (10), ao encerrar em queda leve de 0,17%, aos 185.929,33 pontos. O movimento veio no dia seguinte ao recorde histórico de fechamento, quando o índice superou pela primeira vez os 186 mil pontos, indicando uma pausa natural após a forte alta recente.
O tom foi de cautela moderada, com oscilações pontuais entre as blue chips. Petrobras (PETR4) ficou praticamente estável, com alta de 0,05%, enquanto Vale (VALE3) caiu 0,25%. Entre os bancos, Itaú (ITUB4) avançou 0,27% e Bradesco (BBDC4) caiu 0,24%.
Na ponta positiva, Braskem (BRKM5) liderou os ganhos do dia, com alta de 7,96%, acompanhada por MRV (MRVE3), Rumo (RAIL3), Vivo (VIVT3) e Cury (CURY3), em um movimento de rotação setorial após o rali recente.
Já entre as maiores quedas do Ibovespa B3, Eneva (ENEV3) caiu 9,66%, enquanto Raízen (RAIZ4) recuou 7,14%, pressionando o desempenho do índice. Mineração e siderurgia também figuraram entre as baixas, com CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) em queda.
Leia mais:
Bitcoin cai e opera abaixo dos US$ 70 mil com risk-off crescente
Petróleo fecha em baixa, com foco em negociações entre EUA e Irã
Para Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos, o movimento mais contido reflete justamente a cautela global antes de um dado-chave para a política monetária americana.
“Mercado hoje à espera de dados do payroll de amanhã, que será acompanhado com lupa pelos investidores. É um dia de pouca variação percentual no Ibovespa B3, com players sem tomar direção e em compasso de espera em relação aos dados que saem amanhã”, afirma.
Segundo o analista, o payroll ganhou ainda mais relevância após as mudanças no calendário de divulgação dos dados nos EUA e em meio à transição no comando do Federal Reserve.
“É um número muito importante para definição de política monetária e tomada de decisões sobre juros, ainda mais agora com a troca no comando do Fed. Está tudo muito no ar nos Estados Unidos, que é a maior economia do mundo”, diz Correia.
Dólar opera com viés defensivo
No câmbio, o dólar operou com viés defensivo e fechou em leve alta de 0,16%, a R$ 5,19, refletindo uma realização de lucros após a moeda ter tocado o menor patamar desde maio de 2024 na sessão anterior. O movimento esteve alinhado à valorização externa do dólar e à reação do mercado aos dados de inflação doméstica.
“O dólar pode chegar em breve a R$ 4,80. Esse cenário de juros mais baixos nos EUA tem colaborado para o fortalecimento do real, já que os juros no Brasil seguem em patamares bastante atrativos”, avaliou o analista.
O IPCA de janeiro veio praticamente em linha com as expectativas, com alta de 0,33%, mantendo a inflação acumulada em 12 meses em 4,44%. Com isso, os juros futuros exibiram leve alta ao longo da curva, em compasso de espera por novos sinais sobre o início do ciclo de cortes da Selic.
No exterior, o ambiente seguiu misto, com tensões geopolíticas no radar e dados corporativos relevantes, o que contribuiu para um pregão mais seletivo. Ainda assim, o recuo contido do Ibovespa B3 reforça a leitura de digestão do rali recente, sem alterar o pano de fundo construtivo sustentado por fluxo estrangeiro, commodities e expectativas em torno da política monetária.
De acordo com o analista Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, o movimento de realização de lucros foi contido pela recuperação das ações da Petrobras e da Vale, que impediram recuos mais acentuados diante de um cenário de cautela global.
Além disso, a divulgação de dados de inflação acima do consenso trouxe pressão adicional, embora, segundo Horta, o mercado ainda mantenha a aposta majoritária em um corte de 0,50 ponto percentual na Selic para a reunião de março.
Apesar da leve correção, o fluxo de capital estrangeiro continua sendo o pilar de sustentação da Bolsa brasileira em fevereiro 2026. Para Arthur Horta, investidores internacionais seguem atraídos por empresas com fundamentos sólidos e alta capacidade de geração de caixa que ainda operam com múltiplos descontados. “
A Petrobras é o melhor exemplo: embora tenha subido muito, continua sendo uma das petroleiras mais baratas do mundo, oferecendo o maior dividend yield entre as gigantes do setor”, explicou o especialista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, reforçando que a atratividade do mercado local permanece resiliente.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Justiça italiana mantém restrições para conceder cidadania e frusta 70 milhões de descendentes no Brasil
2
Abicom alerta para risco de faltar diesel no Brasil em abril
3
Master: o contrato com a esposa de Moraes e o abalo no STF; ‘Não basta ser legal, tem que parecer legal’
4
Grupo Fictor: entenda por que a crise da empresa era considerada previsível
5
Wetzel protocola plano de recuperação extrajudicial após acordo com credores