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Após caso Master, BRB corre para reforçar capital e acalma regulador
Publicado 08/02/2026 • 07:34 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 08/02/2026 • 07:34 | Atualizado há 1 mês
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Joédson Alves/Agência Brasil
O Banco de Brasília (BRB) apresentou ao Banco Central do Brasil um plano emergencial para reforçar sua estrutura de capital após perdas ligadas a ativos do Banco Master.
A proposta prevê um conjunto de medidas a serem implementadas nos próximos 180 dias, com foco em proteger clientes e assegurar o funcionamento da instituição.
Na sexta-feira, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, entregou pessoalmente o plano à diretoria do BC. A reunião também contou com a presença do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, que reforçou o compromisso do governo local, controlador do banco, com as medidas anunciadas.
Leia também: BRB formaliza Plano de Capital junto ao Banco Central para ‘assegurar sustentabilidade institucional’
Segundo o BRB, eventuais injeções de capital só serão definidas após a conclusão das apurações em curso. A instituição não detalhou quais ações específicas compõem o plano, limitando-se a afirmar que a estratégia garante estabilidade operacional e preserva os interesses dos correntistas.
Para o mercado financeiro, a falta de transparência sobre as medidas concretas mantém o episódio sob vigilância, especialmente diante do tamanho das cifras envolvidas no caso Master.
Leia também: Caso Banco Master derruba reputação do STF para o pior nível desde 1988, aponta índice digital
O BRB tornou-se alvo de apuração da Polícia Federal após a compra de ativos de grande porte do Banco Master.
Já o Master é investigado por suposta emissão de créditos e títulos falsos. Segundo estimativas iniciais da PF, as fraudes podem ultrapassar R$ 12 bilhões, valor que acende alerta máximo no sistema financeiro e pressiona o regulador a acompanhar de perto os desdobramentos.
Em linguagem de negócios, a entrega do plano ao Banco Central é um movimento clássico de contenção de risco reputacional e regulatório. Ao sinalizar compromisso do acionista controlador e disposição para recompor capital, o BRB tenta preservar confiança de depositantes, investidores e parceiros comerciais.
Agora, o foco se desloca para dois pontos decisivos: o avanço das investigações e a reação do BC às medidas propostas. Desses fatores dependerá se o episódio ficará restrito ao campo jurídico ou se terá impacto mais amplo sobre a estratégia futura do banco.
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