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Cenipa classifica como “incidente grave’ aproximação entre aviões da Gol e da Azul em Congonhas

Publicado 19/05/2026 • 22:53 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Caso ocorreu em 30 de abril, quando um avião da Gol se aproximava para pouso e uma aeronave da Azul estava em procedimento de decolagem.
  • O órgão de controle cancelou a decolagem da aeronave da Azul e pediu manobra evasiva ao avião da Gol, que arremeteu.
  • Ninguém ficou ferido, e as duas companhias afirmaram colaborar com a investigação do Cenipa.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), classificou como “incidente grave” a aproximação entre dois aviões no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 30 de abril.

Segundo relatório preliminar do órgão, as aeronaves chegaram a ficar a 22 metros de distância. O documento aponta que houve “perda de separação regulamentar”, situação em que os limites mínimos de distância entre aeronaves são descumpridos.

O episódio envolveu um avião da Gol, que fazia a rota Salvador-São Paulo e se preparava para pousar, e uma aeronave da Azul, que partiria de Congonhas com destino a Confins, em Belo Horizonte.

De acordo com o Cenipa, o órgão de controle de tráfego aéreo cancelou a autorização de decolagem do avião da Azul e solicitou uma manobra evasiva à aeronave da Gol, que estava em aproximação para pouso. O avião da Gol arremeteu, e a separação entre as aeronaves foi restabelecida.

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Investigação continua

Nenhum dos dois aviões sofreu danos, e não houve feridos entre passageiros ou tripulantes.

A investigação segue em andamento. O Cenipa ainda deve divulgar um relatório final sobre o caso, mas não informou prazo.

Conforme o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a separação vertical mínima entre aeronaves em voo é, na maioria dos casos, de 1.000 pés, o equivalente a cerca de 300 metros. Esse limite pode variar conforme as dimensões das aeronaves.

Em nota enviada no dia do incidente, a Gol afirmou que o pouso “ocorreu em segurança, dentro do horário programado” e que colabora integralmente com o Cenipa na apuração. A companhia disse ainda que “as ações em relação ao voo foram tomadas com foco na Segurança, valor número 1 da Gol”.

Também à época, a Azul informou que o voo AD6408, de Congonhas para Confins, “seguiu os procedimentos operacionais previstos para a decolagem do aeroporto paulistano”. A empresa afirmou que “a segurança é seu valor primordial” e que suas operações seguem protocolos e regulamentações vigentes. A Azul também disse estar à disposição para colaborar com o Cenipa.

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Relembre o caso

No dia do incidente, o avião da Azul foi autorizado a alinhar e decolar enquanto a aeronave da Gol fazia aproximação e aguardava autorização para pouso.

Como a aeronave da Azul demorou a decolar, o controlador de tráfego abortou a partida e solicitou que o avião da Gol arremetesse. Mesmo após o pedido, o avião da Azul seguiu para a decolagem, enquanto a aeronave da Gol iniciou a arremetida.

A torre de controle pediu então que o avião da Gol fizesse uma curva à direita e mantivesse 5.500 pés. Na sequência, os pilotos informaram o disparo do Sistema de Alerta de Tráfego e Prevenção de Colisão (TCAS, na sigla em inglês).

A comunicação foi transmitida pelo canal Golf Oscar Romeu, no YouTube.

“Infelizmente a aeronave demorou a decolar e saiu da escuta antes de ter decolado, então tive que iniciar a aproximação e mandar a manobra para chamar o controle”, informou o controlador.

O especialista em aviação Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, comentou o episódio no X. Segundo ele, embora alguns sites tenham tratado o caso como quase colisão, o controlador manteve consciência situacional.

“A primeira camada de segurança furou, com a falha de comunicação com o Azul. A segunda camada funcionou com a consciência do controlador. E a terceira camada também funcionou com o alerta do TCAS a bordo das aeronaves. Apesar de ter dado tudo certo, eventos assim são investigados para entender o porquê da perda de separação”, afirmou Lito.

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