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Agro brasileiro rebate acusações dos EUA e defende competitividade internacional do setor
Publicado 03/09/2025 • 15:27 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 03/09/2025 • 15:27 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que o setor agropecuário nacional atua de forma competitiva e dentro das regras internacionais de comércio. A declaração acontece em meio audiência pública realizada nesta quarta-feira (3) em Washington. A entidade negou práticas desleais contra os Estados Unidos, alvo da investigação aberta pelo governo estadunidense com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
Essa legislação permite que o Executivo dos EUA apure possíveis barreiras ou condutas discriminatórias de parceiros comerciais e, caso confirmadas, aplique sanções de forma unilateral. No caso do Brasil, estão sob análise temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico (Pix), tarifas preferenciais, propriedade intelectual, etanol e meio ambiente.
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Durante a sessão, a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, ressaltou a importância do Código Florestal, o cumprimento das normas ambientais e a legalidade das políticas do setor. Segundo ela, o crescimento do agro brasileiro está ligado a fatores legítimos, como condições naturais favoráveis e investimentos em inovação, e não a práticas irregulares.
A CNA já havia enviado, em 15 de agosto, um documento técnico contestando os pontos levantados pelos EUA — tarifas preferenciais, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Além disso, inscreveu-se para apresentar seus argumentos de forma presencial, o que foi aceito pelas autoridades americanas.
Na audiência, a entidade destacou que apenas 5,5% das exportações brasileiras do agronegócio contam com alíquotas preferenciais em acordos comerciais. Já mais de 90% das importações seguem o princípio da Nação Mais Favorecida, que garante igualdade de tratamento a produtos norte-americanos.
Um dos temas centrais da investigação dos EUA é o mercado de etanol. A CNA argumenta que, em 2024, o Brasil importou dos Estados Unidos 17 vezes mais etanol do que da Índia. O México, outro produtor relevante, não registrou vendas expressivas ao Brasil.
Na área ambiental, Sueme Mori reforçou que o Brasil possui um dos marcos regulatórios mais rígidos do mundo. Hoje, 66% do território nacional é coberto por vegetação nativa, sendo que metade está preservada dentro de propriedades rurais privadas, mantidas por produtores.
A entidade também apontou a interdependência entre os dois países. Os EUA são o terceiro maior destino das exportações do agronegócio brasileiro, enquanto o Brasil é um dos principais compradores de insumos e equipamentos estadunidenses. Em 2024, foram importados mais de US$ 1,1 bilhão em fertilizantes, máquinas agrícolas e sementes.
Ao encerrar sua fala, a representante da CNA defendeu que o comércio entre Brasil e EUA deve se basear em evidências, transparência e respeito mútuo. Para ela, a parceria é estratégica para enfrentar desafios globais relacionados à segurança alimentar, inovação e sustentabilidade.
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