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Comércio Exterior

Noruega suspenderá importações de carne do Brasil em setembro após decisão da União Europeia

Publicado 11/08/2026 • 12:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Noruega vai suspender a entrada de produtos de origem animal provenientes do Brasil a partir de setembro.
  • Embora não faça parte do bloco, medida acompanha decisão tomada pela União Europeia.
  • estrição permanecerá em vigor até que o Brasil volte a integrar a relação de países autorizados a fornecer produtos de origem animal à Noruega.
Bandeira Brasil e Noruega

Foto: Reprodução Canva Images

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A Noruega vai suspender, a partir de 3 de setembro, a entrada de produtos de origem animal provenientes do Brasil. A medida acompanha uma decisão tomada pela União Europeia, embora o país nórdico não faça parte do bloco.

A determinação foi comunicada pela Mattilsynet, autoridade norueguesa responsável pela segurança alimentar. Segundo o órgão, cargas brasileiras não poderão ser importadas se estiverem acompanhadas de certificados sanitários emitidos a partir da data estabelecida.

A restrição permanecerá em vigor até que o Brasil volte a integrar a relação de países autorizados a fornecer produtos de origem animal à Noruega.

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Impacto limitado sobre exportações brasileiras

A Noruega tem participação pequena nas vendas externas brasileiras de carne bovina. Dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura, indicam que o país responde por menos de 1% das exportações brasileiras do produto, tanto em volume quanto em valor.

Com isso, a suspensão norueguesa tende a ter impacto restrito sobre o comércio exterior do setor, embora amplie o número de mercados que adotaram restrições aos produtos brasileiros.

Decisão europeia sobre antimicrobianos

A medida norueguesa ocorre após a União Europeia retirar, em maio, o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco.

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A justificativa apresentada pelos europeus está relacionada às regras sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária. A avaliação da UE é de que os mecanismos brasileiros de controle dessas substâncias não atendem aos requisitos estabelecidos pelo bloco.

A decisão não foi associada a irregularidades identificadas diretamente nos produtos brasileiros. O questionamento europeu está relacionado aos procedimentos de controle adotados no país.

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Setor brasileiro questiona medida

Representantes do agronegócio brasileiro classificaram a decisão europeia como uma forma de protecionismo. A reação ocorreu em meio às discussões comerciais entre os dois blocos, poucos dias depois da entrada em vigor do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.

O acordo enfrenta resistência de produtores rurais europeus, que demonstram preocupação com a competição de produtos sul-americanos, especialmente os brasileiros, que têm forte participação nas exportações agrícolas do Mercosul para o mercado europeu.

Argentina, Paraguai e Uruguai, os demais integrantes do Mercosul, continuam autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia.

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