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Correios reduzem prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre, mas acumulam perda de R$ 5,5 bilhões no ano

Publicado 29/08/2026 • 19:20 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os Correios registraram perda de R$ 2,39 bilhões no 2º trimestre de 2026, abaixo dos R$ 3,16 bilhões negativos do primeiro trimestre.
  • Mesmo com a melhora trimestral, o prejuízo acumulado nos seis primeiros meses do ano ficou 30,4% acima do registrado no mesmo período de 2025.
  • A receita líquida avançou 3,8% no trimestre e uma operação de crédito de R$ 12 bilhões, com garantia da União, ajudou a alongar dívidas e reforçar a liquidez da estatal.
Agência dos Correios

Foto: Governo Federal

Fachada dos Correios

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma redução de 24,4% em relação ao resultado negativo de R$ 3,16 bilhões observado nos primeiros três meses do ano. Apesar da melhora trimestral, a estatal continua enfrentando uma situação financeira delicada.

Os dados divulgados pela própria empresa mostram que o prejuízo acumulado no primeiro semestre chegou a R$ 5,55 bilhões, valor 30,4% superior aos R$ 4,26 bilhões registrados nos seis primeiros meses de 2025.

Na comparação anual, porém, o resultado do segundo trimestre apresentou uma melhora. O prejuízo de R$ 2,39 bilhões ficou aproximadamente 5,5% abaixo dos R$ 2,53 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

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Os números do segundo trimestre indicam uma evolução em alguns dos principais indicadores operacionais. A receita líquida passou de R$ 3,86 bilhões no primeiro trimestre para R$ 4,01 bilhões no segundo, crescimento de 3,8%.

Outro destaque foi a redução do resultado negativo antes do resultado financeiro. O indicador saiu de R$ 2,52 bilhões negativos nos primeiros três meses do ano para R$ 1,89 bilhão negativo no trimestre seguinte, uma melhora de aproximadamente R$ 630 milhões, ou cerca de 25%.

A companhia atribui parte dessa evolução às medidas previstas em seu Plano de Reestruturação, que reúne iniciativas para reduzir despesas, revisar contratos, reorganizar operações, elevar a eficiência e ampliar a geração de receitas.

Apesar da melhora observada entre os dois primeiros trimestres, os Correios ressaltam que o cenário financeiro continua desafiador.

Entre os fatores que pressionam os resultados estão a queda das receitas provenientes dos serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais e a atualização de provisões relacionadas a processos judiciais e passivos acumulados de períodos anteriores. A estatal também destaca o impacto dos precatórios e das despesas financeiras sobre o resultado final.

Segundo a administração, a estrutura necessária para manter a cobertura do serviço postal em todo o território nacional também representa um desafio, devido à elevada capilaridade da operação.

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Crédito de R$ 12 bilhões reforça liquidez

Como parte da tentativa de reorganizar sua estrutura financeira, os Correios avançaram no chamado reperfilamento das dívidas. Uma operação de crédito de R$ 12 bilhões, garantida pela União e com vencimento de longo prazo, foi utilizada para melhorar as condições de liquidez da companhia, alongar o perfil do endividamento e regularizar compromissos de curto prazo.

A medida, entretanto, não elimina a necessidade de recuperação da capacidade operacional e financeira da estatal. Os Correios ainda apresentam patrimônio líquido negativo e necessidade de fortalecer a geração recorrente de caixa.

A empresa afirma que os avanços registrados no primeiro semestre ainda não foram suficientes para produzir uma recuperação completa dos indicadores financeiros e patrimoniais.

Em comunicado divulgado junto ao balanço, a administração reconheceu que a melhora operacional observada até agora ainda não se converteu integralmente em geração recorrente de caixa.

A estratégia para os próximos períodos envolve aumentar receitas, controlar despesas, revisar contratos, melhorar a eficiência e modernizar o modelo de negócios.

O desafio dos Correios é executar essas medidas sem comprometer a cobertura e a qualidade dos serviços postais oferecidos à população.

Assim, embora o segundo trimestre tenha apresentado uma redução do prejuízo em relação aos primeiros três meses de 2026, o resultado acumulado de R$ 5,55 bilhões negativos no semestre mostra que a estatal ainda está distante de uma recuperação financeira.

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