CNBC

CNBCTrump anuncia acordo com a Venezuela para garantir mais de 65 bilhões de barris em reservas de petróleo

Empresas & Negócios

Acordo de US$ 18 bilhões da Meta coloca TikTok e YouTube na mira. Quem será o próximo?

Publicado 29/08/2026 • 08:00 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • O acordo de US$ 18 bilhões da Meta no julgamento sobre dependência das redes sociais mudou o foco para outras plataformas.
  • Pelas condições do acordo, a Meta pediu que YouTube e TikTok também façam mudanças em seus aplicativos.
  • O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse à CNBC que planeja mirar outras grandes empresas em seguida.

Foto: Unsplash

O julgamento envolvendo a Meta chegou ao fim, mas agora a atenção se volta para o restante do setor, com TikTok, YouTube e Snap na mira.

O histórico julgamento envolvendo a Meta na Califórnia chegou ao fim, mas agora a atenção se volta para o restante do setor, com TikTok, YouTube e Snap na mira.

A dona do Instagram e do Facebook chegou a um acordo na segunda semana de um julgamento movido por uma coalizão formada por dezenas de estados americanos, que acusava a gigante de tecnologia de ter enganado o público sobre os danos que suas plataformas poderiam causar a usuários mais jovens.

O acordo prevê um pagamento de até US$ 18 bilhões, sendo parte do valor condicionada a medidas adotadas por outras gigantes das redes sociais. A Meta afirmou que também fará mudanças fundamentais em suas plataformas para usuários menores de 18 anos. Entre elas estão um limite de uso diário de duas horas — que só poderá ser suspenso pelos pais —, a desativação de filtros de maquiagem extrema e de cirurgia plástica, medidas mais rígidas de verificação de idade e um modo noturno.

A Meta afirmou que pagará apenas 70% do valor do acordo, ou cerca de US$ 12,7 bilhões aos estados ao longo de 10 anos. Os US$ 5,3 bilhões restantes estão condicionados à adoção, pelo TikTok e pelo YouTube, da Alphabet, de mudanças semelhantes em seus aplicativos voltados a usuários mais jovens.

Leia também: Processo da Meta: veja os principais acontecimentos do caso

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que liderou o caso ao lado dos procuradores-gerais de Nova Jersey, Colorado e Kentucky, afirmou que o acordo com a Meta “dá um aviso a outros integrantes do setor de que não terminamos e esperamos resultados semelhantes deles também”.

“Nenhuma empresa quer passar pelo que a Meta enfrentou em Oakland”, disse à CNBC Rob Lalka, professor de prática em gestão da Universidade Tulane e autor de The Venture Alchemists: How Big Tech Turned Profits Into Power.

“Eu esperaria que TikTok, YouTube e Snapchat fizessem mudanças antes mesmo de chegar àquela situação. Essas plataformas dependem inteiramente da confiança — dos pais, dos usuários e dos anunciantes —, e o acordo reflete uma decisão empresarial sobre o risco reputacional que agora os conselhos de administração dessas outras empresas também terão de tomar”, acrescentou Lalka.

A CNBC procurou YouTube, TikTok e Snap para comentar o assunto.

As gigantes das redes sociais já enfrentavam uma pressão crescente neste ano, enquanto governos de todo o mundo avaliam a implementação de proibições ao uso de redes sociais por adolescentes. Ao mesmo tempo, Meta, TikTok, YouTube e Snap enfrentam uma série de processos judiciais.

Meta e YouTube perderam um julgamento sobre dependência das redes sociais em Los Angeles no início deste ano. O processo foi movido por uma autora que afirmou ter sofrido danos à saúde mental provocados por recursos viciantes, como reprodução automática de vídeos e rolagem infinita.

A Meta também perdeu um processo separado movido pelo procurador-geral do Novo México, Raul Torrez, depois que um tribunal concluiu que a empresa violou as leis estaduais de proteção infantil e determinou o pagamento de mais de US$ 900 milhões em penalidades.

Leia também: Acordo de US$ 17 bilhões da Meta cria novas medidas de proteção para crianças

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

“Vamos continuar nossa luta”

Agora que o caso contra a Meta foi encerrado por meio de um acordo, Bonta afirmou que “vamos continuar nossa luta em todas as redes sociais”, dando prosseguimento a processos contra grandes empresas como TikTok, Snap e YouTube.

Em entrevista à CNBC na quinta-feira, Bonta disse considerar adequada a decisão da Meta de citar outras plataformas no acordo.

“Isso é apropriado. É algo que exige uma solução para todo o setor”, afirmou.

Ele explicou que o estado da Califórnia atualmente mantém um processo em andamento contra o TikTok.

“Nós estamos processando o TikTok agora, então queremos garantir que eles adotem práticas e compromissos semelhantes aos da Meta, e também temos muito interesse em Snap e YouTube”, disse Bonta.

Bonta, a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e outros 14 procuradores-gerais estaduais entraram com uma ação contra o TikTok em 2024 por violação das leis de proteção ao consumidor. Segundo eles, o TikTok prejudica usuários mais jovens com recursos viciantes que maximizam o tempo que passam na plataforma. O processo continua em andamento.

Leia também: Em carta aberta, Meta pede que TikTok e YouTube adotem limite de uso para adolescentes

Bonta acrescentou que o estado mantém contato com a Snap e está conduzindo conversas com o TikTok, na expectativa de que o YouTube também participe das negociações.

Embora a Meta esteja tentando se apresentar como uma líder em segurança de jovens no ambiente digital, a empresa negligenciou essas questões durante anos, segundo Lalka.

“É preciso deixar claro como chegamos até aqui. Foi necessário que os procuradores-gerais interviessem depois que os danos já haviam ocorrido, porque o Congresso nunca aprovou uma lei para impedir isso.

“Essas novas regras não vieram de autoridades eleitas. Elas foram negociadas em um acordo com a própria empresa que está sendo regulada, e a Meta está tentando garantir que seus concorrentes também sejam submetidos às mesmas regras”, afirmou Lalka.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Empresas & Negócios