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Brasil exporta primeira carga de DDG para China e amplia potencial do etanol de milho no país
Publicado 20/02/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/02/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Brasil embarca primeira carga de DDG para a China e avança na consolidação de padrões oficiais de qualidade
O DDG (Dried Distillers Grains) brasileiro entrou oficialmente no mercado chinês. O primeiro navio com 62 mil toneladas do subproduto do etanol de milho partiu do Porto de Imbituba (SC) após a assinatura do protocolo sanitário bilateral entre Brasil e China.
Treze plantas foram habilitadas para exportar. O processo envolveu auditorias técnicas, verificação de rastreabilidade e cumprimento das exigências sanitárias chinesas.
A operação amplia a pauta exportadora e consolida padrões oficiais de qualidade para o produto.
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O DDG já vinha ganhando espaço no mercado internacional. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 791 mil toneladas.
Em 2025, as exportações de DDG e DDGS somaram 879.358 toneladas para 25 destinos, alta de 9,77% ante o ano anterior, segundo dados do MDIC compilados pela União Nacional do Etanol de Milho.
A China importou mais de US$ 66 milhões em produtos da categoria no último ano.
O crescimento acompanha a expansão do etanol de milho. A safra 2025/2026 projeta produção próxima de 10 bilhões de litros, elevando a oferta de coprodutos.
O avanço do DDG está ligado ao modelo das usinas flex, que produzem etanol de cana e milho.
A cana concentra sua safra entre abril e novembro. O milho mantém a atividade industrial entre dezembro e março, período de entressafra.
Esse arranjo garante fluxo contínuo de produção e maior previsibilidade na oferta de coprodutos.
No Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, surgiram plantas totalmente dedicadas ao milho. A estratégia agrega valor ao grão, reduz dependência de exportação in natura e fortalece a cadeia regional.
O processo produtivo do etanol de milho envolve moagem, fermentação e destilação.
Após a retirada do álcool, os sólidos remanescentes dão origem aos grãos de destilaria. Quando úmidos, são chamados de WDG. Após secagem, tornam-se DDG. Com adição de solúveis, resultam no DDGS.
O WDG possui cerca de 70% de umidade, o que limita transporte a longas distâncias. Já o DDG tem umidade entre 10% e 12%, permitindo armazenamento prolongado e distribuição nacional e internacional.
Essa característica logística amplia o alcance comercial do produto.
O DDG vem ampliando uso na pecuária de corte, principalmente em sistemas de confinamento e semiconfinamento.
Com elevado teor de proteína bruta e boa digestibilidade, o produto é utilizado na formulação de dietas para engorda de gado. Ele pode substituir parte do milho e do farelo de soja, dependendo da estratégia nutricional.
Nos sistemas intensivos, a alimentação representa parcela relevante do custo de produção. O DDG surge como alternativa para composição de rações com maior teor proteico e energético.
Na fase de terminação, quando o objetivo é ganho acelerado de peso, o coproduto contribui para melhor conversão alimentar e redução do tempo até o abate.
Em regiões próximas às usinas, o custo logístico favorece ainda mais sua adoção.
A bovinocultura brasileira passa por processo gradual de intensificação.
O aumento da produtividade por hectare, a expansão do confinamento e a busca por maior eficiência alimentar ampliam a demanda por ingredientes concentrados.
O DDG se insere nesse cenário como fonte de proteína e matéria seca em momento de valorização do milho.
A expansão do mercado de proteínas animais tende a sustentar a demanda interna, enquanto a abertura do mercado chinês amplia o horizonte externo.
A consolidação do produto depende de estabilidade de oferta, integração logística e padronização de qualidade, fatores que passam a ganhar peso com a entrada do Brasil no mercado asiático de DDG.
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