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DECISÃO 2026: Em debate, Tarcísio defende queda nos índices criminais e Haddad diz que crime organizado se infiltrou nas instituições; veja o dia dos candidatos ao governo de SP

Publicado 29/09/2026 • 23:07 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou no último debate antes do primeiro turno que os indicadores de criminalidade estão em queda e são os menores da série histórica; o governador também defendeu os investimentos estaduais em saúde.
  • Fernando Haddad (PT) afirmou que o crime organizado está infiltrado nas instituições paulistas e voltou a propor uma agência antifacção integrada por forças estaduais e federais.
  • Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO) e Vivian Mendes (UP) cumpriram compromissos de campanha nesta terça-feira.

Os candidatos ao governo de São Paulo cumpriram neste sábado (26) agendas de campanha na capital e no interior do estado.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) concentraram a agenda desta terça-feira (29) no último debate televisionado antes do primeiro turno e abriram o confronto com uma disputa sobre segurança pública e saúde em São Paulo.

Haddad afirmou que o crime organizado avançou sobre instituições e municípios do estado e defendeu maior participação das forças federais no combate às facções. Tarcísio rebateu com dados de sua gestão, afirmou que os indicadores criminais estão em queda e atribuiu ao governo paulista o protagonismo de operações recentes contra organizações criminosas.

O encontro na TV Globo ocorre cinco dias antes do primeiro turno e é apenas o segundo debate da campanha a reunir os dois candidatos. Tarcísio e Haddad haviam se enfrentado na Band, em agosto; o governador não participou do encontro promovido pela Record na semana passada.

Tarcísio defende indicadores de segurança e investimentos em saúde

Tarcísio não teve outros compromissos públicos nesta terça-feira e concentrou a agenda no debate da TV Globo.

O governador defendeu o desempenho de sua gestão na segurança pública e afirmou que os indicadores criminais apresentam queda.

“Fizemos um trabalho muito sério na segurança pública. Todos os indicadores criminais estão caindo e são os menores da história”, afirmou.

Tarcísio citou ainda a captura de integrantes do PCC que estavam foragidos na Bolívia e disse que a Operação Carbono Oculto, voltada ao combate às ramificações financeiras do crime organizado, foi estruturada inicialmente em São Paulo pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Haddad contestou a versão e cobrou reconhecimento da participação de órgãos federais.

Na área da saúde, Tarcísio destacou a criação da Tabela SUS Paulista, mecanismo pelo qual o estado complementa os valores pagos pelo SUS, e citou hospitais entregues ou em implantação na Baixada Santista.

“Criamos aqui a Tabela SUS Paulista, que está fazendo a diferença. Com recursos do Estado”, disse.

O governador também atacou a passagem de Haddad pela Prefeitura de São Paulo e afirmou que o adversário deixou de cumprir metas estabelecidas para a saúde municipal.

Haddad diz que crime organizado está infiltrado nas instituições

Haddad também reservou o dia para o debate e não teve outros compromissos públicos informados pela campanha.

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O petista escolheu segurança pública como primeiro tema do confronto e afirmou que facções criminosas ampliaram sua presença no estado.
“O crime organizado está infiltrado nas instituições”, disse.

Haddad voltou a defender a criação de uma agência antifacção estadual, comandada pelo governador e integrada pelas polícias de São Paulo, Ministério Público estadual, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal.

“Nós precisamos criar uma agência antifacção no Estado, com a presença da Polícia Federal e da Receita Federal”, afirmou.

O candidato também criticou os salários da Polícia Civil e questionou Tarcísio sobre a presença de organizações criminosas em municípios do interior e do litoral.

Na saúde, Haddad afirmou que o estado tem problemas na gestão das filas e defendeu a ampliação de estruturas intermediárias de atendimento para reduzir a pressão sobre os hospitais gerais.

“A fila não anda porque a regulação é mal feita. Não há uma gestão inteligente da fila da saúde em São Paulo”, afirmou.

Em seguida, Haddad mudou o confronto para a política fiscal estadual e acusou o governo de manter uma “caixa-preta” em benefícios tributários concedidos a empresas, citando questionamentos do Tribunal de Contas do Estado.

Vera Lúcia, Izadora Dias e Vivian Mendes cumprem agendas em SP

Vera Lúcia (PSTU) participou à tarde de um debate no Sindicato dos Engenheiros. À noite, a candidata participou de uma discussão sobre voto útil e a eleição presidencial.

Izadora Dias (PCO) começou o dia com panfletagem na estação Ana Rosa, participou de entrevista à TV Globo e voltou às ruas à tarde para uma atividade na estação Saúde.

Vivian Mendes (UP) participou de uma reunião com candidatos da Unidade Popular e, à noite, participou do podcast “Seu Amigo Comunista”.

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